Blog do Sonho Eterno

Alianças de amor

Posted on: 5 de dezembro de 2009

Desde os meus quinze anos usar aliança prateada (que pode ser bijux, ouro branco ou a própria prata) virou febre entre a gurizada. Embora nunca tivesse gostado de modismos, meio a contragosto, usei uma aliança prateada bem grossa com um namoradinho da época. Costumava pensar que a grossura daquela aliança era do tamanho do ciúme dele por mim.

Lembro-me que ganhei com uma semana de namoro e achei a coisa mais precipitada do mundo, usei algum tempo e depois guardei numa caixinha de jóias, mesmo o namoro continuando, simplesmente porque achava boboca demais.

Hoje em dia, vivemos a era das alianças, tem a aliança com o namoradinho, com a amiga, a aliança da virgindade, vocês já viram essa? Aliança de casado e de noivado… Alias, tem aliança de tudo, um maravilhoso golpe de marketing dos joalheiros. Mas e o amor, o que deveria representar quando duas pessoas usam uma aliança, será que ainda existe? Ou é só uma forma de se exibir?

Dia desses um amigo arrumou uma namorada, mas ainda gostava da ex. Para fazer pirraça, ele descolou uma aliança prateada grossissima, para causar um ciuminho na ex. Coitada da menina que foi usada nessa história, afinal de contas, ela se envolveu.

Outra coisa que acho super contemporâneo são os noivados sem propósito e atribuo esse fenômeno as alianças prateadas, como a aliança prata meio que se banalizou, alguns casais para mostrar talvez um amor superior ao prateado, decidem usar anéis dourados, mas não planejam de fato casar.

Noivado, em meu ponto de vista, deveria ser uma coisa mais especial. Deve ser celebrado quando a menina ganha um anel de noivado bem pomposo, e quando o casal de fato planeja casar. Noivado é quando o casal começa a comprar uma casinha juntos, ou pagar a festa de casamento, ou qualquer coisa mais avançada. Se não, a gente passa a vida sendo noiva de uns 10 homens diferentes, banalizando completamente o ritual.

Ainda sou antiga, penso assim. Fui pedida em noivado duas vezes em minha vida, uma vez aos 15 anos (absurdo) e outra aos 25. Como em nenhuma delas eu achava que era algo sério e não tinha dinheiro para pensar em casar, obviamente não aceitei nenhum deles, mesmo na época amando loucamente a pessoa que pediu minha mão em casamento.

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