Blog do Sonho Eterno

Archive for janeiro 2010

Que a moda dos anos 80 está tentando voltar, todo mundo sabe, uns franzem o nariz e eu confesso que a.d.o.r.o. Principalmente o lado colorido, exagerado e brilhante. Até os famosos entraram na dança, com peças brilhantes, muitas inteirinha só de lantejoulas. No final do ano fui a Zara e tinha saia, paletó e calças todinhas em paetê, lá em New York a coisa não foi diferente, desde marquinhas mais baratinhas ate as mais sofisticadas.

Meio que não gostei da meia-calça com peep-toe da Jessica Szohr. Vocês acham legal aparecer a meia na abertura do sapato?

Abaixo separei dois looks super fácil de reproduzir que vai te deixar com ares de estrala:


Todas as vezes que vou à Nova York sinto como se a coisa fizesse muito bem para mim, nesse último tempo que fiquei lá, embora tenha engordado um pouquinho por conta da comida gordurosa demais e falta de refrigerantes light, algumas coisas boas aconteceram. A primeira é que nosso inglês sempre dá uma melhoradinha, né? Ficar um mês se comunicando, comprando, vendo tevê no idioma ajuda a gente andar para frente, fora que alguns medos se vão. Antes, as primeiras vezes que fui ao EUA me dava uma ansiedade de entender e ser compreendida, muitas vezes ensaiava frases em casa antes de me expor, coisa que não acontece mais, agora é tudo mais natural, embora a comunicação nos restaurantes indianos seja, digamos, mais complicada, que sotaque é aquele? Minha mãe também evoluiu nesse aspecto agora tenta se comunicar ao invés de me chamar.

Também vi que embora estivesse num dos lugares mais lotados e mais turísticos de Nova York, ou seja, a Times Square, não era tão invisível o quanto achava que era. Por exemplo, um dia um moço, desses que vendem busstour na rua me parou e me perguntou de onde eu era, já que me via a tanto tempo na Times. Também ficamos conhecidas, minha mãe e eu, nos restaurantes onde mais freqüentávamos o badalado Ellen’s Stardust Diner, e dois mais intimistas na 9ª avenida, o Bossa Brazil e o New Bombay, nesses últimos já se lembraram de nós na segunda vez que fomos. Na loja de relógio em frente ao hotel também, isso porque só fomos duas vezes lá. O mais inusitado foi talvez no Madison Square Garden, no jogo do Rangers, o rapaz da revista da entrada uma hora passou por mim, quase no final do jogo, e disse: -Hey, você é a brasileira, lembro de ti. E eu avoada que sou não me lembrava da cara dele. Portanto, não se iludam que do outro lado do hemisfério ninguém vai guardar a sua feição. Ah, e teve o episódio de ter encontrado um leitor no blog no meu hotel também, né? Quem não se lembra? Se não lembrar, clique aqui.

No mais, amo aquele lugar, aquelas calçadas planas, quase sem buracos, onde encarar um sapatinho de salto não é nada, digamos, sacrificante e pode ser muito elegante, gente para pequenos percursos, como a ida a um restaurante, por exemplo. Amo andar pela Rua 34, onde tem o comercio mais agitado da cidade e mais ao meu alcance, mas amo mais a Rua 51, onde tem meus lugares mais amados de Manhattan, por exemplo, com a 9ª avenida tem o restaurante New Bombay, meu indiano favorito, com a Broadway o Stardust, com a 6ª o Radio City Music Hall e com a Madison a Hallmark a papelaria mais fofa de toda Manhattan. A 51 também é uma das ruas favoritas de mamãe, ela com a 5ª avenida além de ter a H&M, tem uma igreja católica muito linda, a de São Patrício. Se fosse escolher uma rua, qualquer, para morar, seria a 51. Alias, ia me poupar muito tempo também.

No mais, o balanço foi bom, só o bolso que ficou um pouco defasado, né? Também pudera um mês gastando em dólar, comprando, é impressionante como as coisas nos EUA é feita todinhas para incentivar o consumo. Sorte que eu vim de primeira classe e na primeira classe além dos mimos de ter um jantar com petisco, pãozinho (e frances, que saudades estava) alada, prato principal (que a gente pode escolher num cardápio de verdade), tabua de queijos, sobremesa (claro que não consegui comer tudo), mais conforto, poltrona mais largas e que deitam totalmente, bolsinha com coisas para cuidados e conforto, fone, cobertor e travesseiro especial, mas a principal característica é o fato de poder trazer 3 malas, a gente não pega fila no embarque e as malas são as primeiras a saírem na esteira. Eu trouxe 3 malas cheias e o pior, ainda consegui deixar coisas para meus pais trazerem, já que eles ainda estão em Manhattan. Mas passei o maior sufoco já com as malas em punho. Acredita que aqueles carrinhos de levar malas não agüentam 3 malas cheias. Coloquei minhas malas num carrinho, e o mesmo não andava para frente. Depois, troquei, achando que o carrinho estava quebrado. E de novo! Só andava de ré. Então a solução foi andar de ré, nas filas, na polícia federal, no desembarque até o táxi. Gente do aeroporto, façam um carrinho especial para quem esta viajando sozinho e tem muita bagagem, né? Eu fiquei louca atrás de um carregador, mas nem isso achei.

Ontem fizemos ma reuniãozinha aqui em casa, só com gente bacana, tipo uma festa de boas vidas, teve o Gui, a Dinda, a Laís (que chegou no mesmo dia da França), o Leo, a Ferd, o Lineu e a Edneusa, foi bom para dar umas risadas, matar a saudades e colocar a conversa em dia, afinal de contas, ninguém é de ferro, né? Estou morrendo de saudades da mamy qe está passando o maior frio nos EUA, e hoje, ah, hoje é oo nosso Jonathan’s Day, mas minha mãe vai sozinha.

Um beijo e só me convidem para programas na faixa nos próximos meses.

 

 

 


Estou dentro do avião voltando para casa. Despedi-me de Manhattan, aliás, há dias, mais ou menos desde a última semana estava me despedindo da cidade. Olhando para os lugares que mais gostava como uma possível última vez, vai saber né? Mas deixar Manhattan, e não só deixar a cidade, como os meus pais que ficaram lá para curtir um pouco mais as férias, significa deixar um sonho para viver a minha realidade.

A realidade de uma carreira profissional ruim e sem nenhuma perspectiva na minha atual firma. Ou viver num local com uma violência gritante, onde a gente se torna reféns dos bandidos ou não podemos ter as coisas que conquistamos, porque sempre vai tem alguém querendo tomar aquilo de você, nem que seja te matando…

Deixei para trás a vida de Carrie Bradshaw para entrar na minha própria vida. Agora não vou mais passear pela 5ª avenida, vou subir a Antonio Agú. Ao meu alcance rápido não estará a Chanel ou a YSL, tá bom vai, a Century 21 ou a H&M e sim a Torra Torra e o Magazine Demanus, isso é desesperador. Ao invés da tranqüilidade de andar numa cidade segura, onde posso usar meu laptop na rua ou no trem, vou chegar a São Paulo e minhas amigas logo vão me contar pelo menos meia dúzia de atrocidades que aconteceram com nossos conhecidos nos últimos 30 dias, dentre seqüestros, assaltos e outras pequenezas dignas de um país de terceiro mundo! E é disso que eu tenho mais medo.
Voltar para a realidade é duro, não tem mais o príncipe Jonathan, ou a Sephora ao nosso alcance para deixara gente mais bonita, a MAC tem, mas a custo de maquiagem francesa da mais cara… e a pé, como eu ia a várias MACs por Manhattan, no máximo que eu chego é a carinha Contém 1g, que não chega aos pés da marca canadense.

Em contrapartida, existe algo muito legal em voltar, não é o lugar óbvio e muito menos meu emprego ruim, são as pessoas. Reencontrar meu irmão e minha tia Terezinha, certamente me trará felicidade, assim como a possibilidade de ir a um jogo de futebol com torcida de verdade, para quem não sabe a torcida americana não chega aos pés da brasileira. Poderei matar saudades das minhas amigas foferrímas, a Ferd, a Hari, a Bia, a Kaka e muitas outras, aliás, quando estava nos EUA estava em contato com a Marta e a Jú, ambas eram muito minhas amigas na época do colégio e me deu uma saudade…

Tá certo, a coisa perdeu um pouco do brilho, o sonho também acabou, mas tem um lado interessante em voltar…

PS:  Gente, eu escrevi isso no avião, mas quando puderem ler, é porque já estou em casa. Um grande beijo a todos, venham me ver.

…quando vou, mas queria ficar…

American Jesus

Jesus Americano

   
I don’t need to be a global citizen Eu não preciso ser um cidadão global
Because I’m blessed by nationality Porque sou abençoado pela nacionalidade
I’m member of a growing populace Sou membro de uma população crescente
We enforce our popularity Nós reforçamos nossa popularidade
There are things that seem to pull us under Há as coisas que parecem nos puxar abaixo
And there are things that drag us down E há as coisas que nos arrastam para baixo
But there’s a power and a vital presence Mas há um poder e uma presença vital
Thats lurking all around Espreitando tudo a sua volta
 
We’ve got the american Jesus Nós temos o Jesus Americano
See him on the interstate Veja-o na interestadual
We’ve got the american Jesus Nós temos o Jesus Americano
He helped build the president’s estate Ele ajudou a construir a propriedade do presidente
 
I feel sorry for the earth’s population Eu sinto pela população da terra.
‘Cuz so few live in the U.S.A. Porque poucos vivem no EUA
At least the foreigners can copy our morality Pelo menos os estrangeiros podem copiar nossa moral
They can visit but they cannot stay Ele podem visitar, mas não podem ficar
Only precious few can garner the prosperity Somente alguns preciosos podem ter a prosperidade
It makes us walk with renewed confidence Isso nos faz seguir com confiança renovada
We’ve got a place to go when we die Temos um lugar para ir quando morrermos
And the architect resides right here E o arquiteto mora bem aqui
 
We’ve got the american Jesus Nós temos o Jesus Americano
Bolstering national faith Suportando a fé nacional
We’ve got the american Jesus Nós temos o Jesus Americano
Overwhelming millions every day Oprimindo milhões por dia
 
He’s the farmers barren fields (in god) Ele é os campos estéreis dos fazendeiros (em Deus)
The force the army wields (we trust) A força, o comando do exército (nós confiamos)
The expession in the faces (because) A expressão nos rostos (porque)
Of the starving millions (he’s one of us) Dos milhões de famintos (ele é um de nós)
 
The power of the man (break down) O poder dos homens (Rompendo)
He’s the fuel that drives the clan (cave in) É o combustível que move o clã (cavando)
He’s the motive and conscience (we can) É a força motriz e consciência (nós podemos)
Of the murderer (take in our sins) Do assassino (recolher nossos pecados)
 
He’s the preacher on t.v. (strong heart) Ele é o pregador na TV (coração forte)
The false sincerity (too high) A falsa sinceridade (tão alto)
He form letter that’s written (an infinite) Ele forma da letra que foi escrita (de um infinito)
By the big computers (kind) Pelos grandes computadores (jeito)
 
The nuclear bombs (you lose) As bombas nucleares (você perde)
And the kids with no moms (we win) E as crianças sem mães (nós ganhamos)
And i’m fearful that (he is) E sou tememte a isto (ele é)
he’s inside me (our champion) Ele está dentro de mim (nosso campeão)
 
We’ve got the american jesus Nós temos o Jesus Americano
See him on the interstate Veja-o na interestadual
We’ve got the american jesus Nós temos o Jesus Americano
Exercisin’ his authority Exercendo sua autoridade
We’ve got the american jesus Nós temos o Jesus Americano
Bolstering national faith Suportando a fé nacional
We’ve got the american jesus Nós temos o Jesus Americano
Overwhelming millions every day Oprimindo milhões por dia
 
(yeah!) (yeah!)
One nation under God Uma nação sob Deus…
One nation under God… Uma nação sob Deus…

Porque no verão tem tudo a ver usar mais cores…

 












E eu estou de malas prontas para voltar ao Brasil… o verão que se cuide!

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*Hoje é aniversário da Catherine e da Denise. Parabéns gatinhas…

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