Blog do Sonho Eterno

R.I.P. Glauco

Posted on: 12 de março de 2010

 Glauco  Villas Boas, 53 anos, foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira (12) em sua casa em Osasco. É mais uma vez a nossa cidade nas notícias policiais. A maior hipótese é que o cartunista foi morto juntamente com seu filho Raoni ao tentar impedir que o suspeito se matasse. O crime continua sem solução e ninguém foi preso.

 

O Blog Universo HQ fez uma emocionante homenagem ao cartunista, onde muitos colegas de profissão dele homenagearam-no com desenhos ou palavras. Uma pena.  Veja o texto do Universo HQ abaixo:

Um tributo ao GlaucoA notícia da morte do cartunista Glauco Villas-Boas e de seu filho Raoni derrubou todo mundo que ama quadrinhos neste País.

Não dá pra imaginar não termos mais as tiras de Geraldão, Casal Neuras, Geraldinho, Doy Jorge, Zé do Apocalipse, Dona Marta, Nostravamus e tantos outros personagens impagáveis. Mas, pelo que conhecia do Glauco, o melhor jeito de lembrar dele é ler seus quadrinhos.

Meu amigo DJ Carvalho, de Campinas, teve a ideia de prestar um tributo ao bom e velho Glauco e coloquei o Blog do Universo HQ à disposição. Por isso, quem quiser enviar sua homenagem ao cara que tantas vezes fez sorrir seus leitores, pode mandar para sgusman@universohq.com.

Nós estamos todos tristes e revoltados pela forma como perdemos o Glauco, mas, certamente, ele vai espocar a cilibina no “andar de cima”.

Fique abaixo com as homenagens. O blog será atualizado assim que chegarem novas artes.

DJota Carvalho

Bira Dantas

Elias de Carvalho Silveira

Mário Cau

Deivy Costa

Wesley Samp

Alessandro Guarita

Caio

Cláudio Oliveira

Revista Mad

Tiago Vasconcelos Modenesi

Passei minha adolescência lendo as revistas Chiclete com Banana e Circo, ambas me introduziram no mundo do quadrinho nacional e geraram muitos derivados, entre elas a revista Geraldão, de Glauco.

De um humor marcante, com piadas certeiras e desenho simples e ágil, que muito me lembrava o do Henfil, Glauco agradava adultos com suas piadas e chegou até a agradar crianças,com o Geraldinho, que publicou na Folha de S.Paulo.

Para as artes, perder Glauco é perder um dos mais originais expoentes do humor da década de 80 no Brasil, é perder um dos “Los 3 Amigos”, que marcaram tantos e tantos de nós que vão nos seus 30 e poucos anos.

Perder Glauco para a violência nos dá a sensação de impotência e indignação.

Escrevo estas palavras tentando prestar uma homenagem justa a alguém que foi importante na minha juventude, embora ele não soubesse, alguém que, junto com Laerte e Angeli, me fez rir muito.

Escrevo essas palavras com a sensação de querer chorar, com a sensação de perder alguém que passou pela minha vida em momentos bem mais simples, me deu alegria e momentos que não consigo descrever aqui.

Queria poder dizer mais, queria ter a forma de ajudar a evitar violências como essas, que arrebatam Glauco e seu filho da gente.

Fica minha indignação e meu respeito.

Glauco, você nunca será esquecido.

Obrigado.

Carriero

Pablo Peixoto

Ric Milk

Douger Bert (via site da Mad)

Luis Dourado (via site da Mad)

Bruno Luup

Fábio Rex

Leandro Caracciolo

Omar Viñole

Conselho Consultivo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba

A violência em São Paulo, mais uma vez, mata e empobrece a cultura brasileira. Aos 53 anos, no auge de sua produção artística, morre assassinado por assaltantes em sua casa o cartunista paranaense Glauco Villas-Boas.

Glauco, como era conhecido, foi descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, então diretor do Diário da Manhã, em Ribeirão Preto, interior paulista. Lá começou a publicar suas tiras cômicas.

Mas foi na 4ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1977, ao conquistar um dos prêmios, que Glauco foi projetado no cenário artístico brasileiro e internacional. Com seu imenso talento, criatividade, estilo único e, em especial, humor inteligente baseado no comportamento da nossa sociedade, que Glauco saltou, ainda no mesmo ano, para as páginas da Folha de S.Paulo.

Em 1984, a mesma Folha abriu espaço diário para a nova geração de cartunistas brasileiros. Glauco estava entre eles e, assim, ficou conhecido em todo o País. Surgiram seus principais personagens: Geraldão, Zé do Apocalipse, Dona Marta, Doy Jorge, Casal Neuras, Geraldinho e outros.

Multimídia, também era músico e se apresentava em bandas de rock. Integrou a equipe de redatores do TV Pirata e do TV Colosso, programas da TV Globo. Publicou livros de humor.

Em plena Era Digital, Glauco continuava fiel à prancheta, desenhando à mão com nanquim. Usava o computador apenas para colorir os trabalhos, depois de escanear cada um deles.

Glauco registrou, a cada momento, as transformações pelas quais passou o mundo, o Brasil. Era um profundo conhecedor e critico da alma humana, mas sempre de maneira bem-humorada, provocando reflexões.

O Brasil e o mundo perdem um de seus maiores cartunistas.

Restam, diante de mais esta tragédia, as perguntas:

– Senhores governantes, até quando?

– Quantas vidas ainda faltam para que seja colocado um basta na violência?

Ricardo Viveiros e Zélio Alves Pinto, respectivamente, presidente e vice-presidente do Conselho Consultivo do Salão Internacional de Piracicaba

Nico

Brum

Jussara Nunes

Associação dos Cartunistas do Brasil

Todos estamos pasmos com o nível de violência com mais uma notícia sobre a morte de pai e filho por assaltantes em São Paulo. Desta vez, foi nosso amigo Glauco Vilas-Boas e seu filho Raoni. Dois grandes desenhistas que escolheram o humor gráfico para pensar o ser humano.

Glauco, companheiro de sempre de Laerte, Angelí, Toninho Mendes e Adão Iturrusgarai nos quadrinhos, publicava na Folha de S.Paulo desde 1977. Seus personagens satirizavam as relações de uma geração perdida entre as questões comportamentais e instintivas do ser humano. Usava o humor como arma de anteparo à violência. Foi uma das “crias” de Henfil. Podemos ver em seus traços e personagens a marca do questionamento herdada de seu mestre.

Seu filho Raoni também escolheu ser cartunista e trabalhava com o pai.

A notícia de uma execução sumária em um assalto, como muitos que acontecem nas grandes cidades, é quase sem nexo diante de alguém que justamente lutava contra isso.

Fica a lembrança, para todos nós, cartunistas, de um amigo que fez de sua vida uma história de sucesso no humor gráfico do País. E o compromisso de continuarmos na batalha de enfrentarmos a violência de nossos dias com o que melhor sabemos fazer: o humor.

Salve Glauco.

Salve Raoni.

Marco Oliveira

Dango Costa

Flávio Soares

Dóro

Carolina Silva

Andre Williams Rodrigues Campbell

Mauricio de Sousa

Como eu disse no primeiro momento, no Twitter, o fato é tão chocante que nossa reação não pode ser medida em palavras. Mas num sentimento de dor, luto e desesperança. Apesar disso, nós sairemos do choque… e vamos encontrar caminhos, mesmo que sejam longos, demorados, para contermos essa onda de irracionalidade e desumanidade.

E famílias bem formadas, educação, fé em Deus, justiça social… serão alguns dos pontos por onde passará o caminho do respeito à vida.

Vamos lutar para isso… como tributo ao Glauco e ao Raoni.

Marcos Miller

Hals

Renato Andrade


Tarciso Salvatore e Jota Silvestre

Mauricio Rett

Marcus Laranjeira

Não há muito o que dizer. Só quem cresceu rindo e se divertindo (e, por que não, aprendendo?) com as tiras e tiradas infames, irônicas, sarcásticas, escrachadas, maravilhosas do Glauco sente o que a nossa geração está sentindo.

Que vá em paz e, se possível, volte em nossos sonhos e inspirações.

E, mais uma vez, vão os que devem ficar. Ficam os que devem ir.

Vini

André Duilio

Diego Guaglianone

Caio Futur

Stivenson Valério

Eder

Ferreth

Rodrigo Giraldi

Juliano Trentin

Flávio Wetten

Hiro

Rico

Didiu Rio Branco

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