Blog do Sonho Eterno

Archive for julho 2010

Vou dizer uma coisa para vocês. É muito difícil deixar quem a gente gosta na rodoviária. Não tem nada incomparável com a dor da separação. Tudo bem, não será para sempre, mas a dúvida de quando vou reencontrá-lo, só de pensar, me faz morrer de saudades.

Quando o coloquei naquele ônibus, com o pé engessado engoli o pranto, já havia me debulhado em lágrimas duas vezes antes no mesmo dia, só de pensar em lhe dizer tchau. Ele é incrivelmente apaixonante, fofo, gentil, simples, mineiro, coloca um monte de “iiiii” nas palavras e tem aquele olhar igualzinho do gato do Sherek que me faz sorrir todas as vezes que o vejo.

Ao lhe dar o último beijo meu coração ficou ali com ele. Caminhei sem olhar para trás, em instantes lagrimas quentes brotaram copiosamente de meus olhos. Foi estranho cruzar todo o terminal do Tiete, porque sua plataforma de embarque estava bem distante do estacionamento, chorando. Todos me admiravam sem o menor pudor. Paguei o tíquete do carro e o moço não me disse nada, acho que já está acostumado com despedidas dolorosas, afinal de contas ali é um terminal rodoviário cheio de bons momentos, na hora do reencontro e outros nem tanto, na despedida.

Entrei em meu carro, dando graças a Deus. Outrora senti-me cruzando um imenso campo de batalha e meu carro significava uma trincheira para eu conseguir ganhar mais forças. Ali estava protegida de todos os olhares curiosos. Dirigi quase que sem rumo pela tão louca Marginal Tiete, que por conta das reformas deixa a gente confusa e meio perdida. Mudava de pista sem perceber. As luzes de alerta de reforma ofuscavam minhas vistas. Eu guiava inesperadamente devagar demais. Ouvi algumas buzinas e levei alguns faróis altos na nuca, mas nesse instante nada importava. Ele havia partido e levado consigo parte de mim.

Ele me ligou algumas vezes, mas não atendi. Minha voz estava afônica, embebida no choro e para não chateá-lo preferi que fosse assim. Meia hora depois cheguei em casa, ainda não havia conseguido controlar minha lamúria. Mamãe, super solidária a mim, chorou comigo e disse que adorou conhecê-lo.  Meus olhos ainda ficam mareados todas as vezes que me perguntam dele e eu digo que já partiu.

É o amor às vezes tem dessas.

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Há alguns meses comecei a ter mais vaidade para ir trabalhar. Outrora estava me lixando para minha roupa que uso na empresa, sempre escolhia algo já usado que não serviria mais para sair. Mas de um tempo para cá, comecei a me valorizar mais. Todas as minhas roupas de ficar em casa, muito puídas, manchadas, furadas, desbeiçadas, fora de moda e que me deixavam com uma aparência não muito boa, foram eliminadas do meu guarda-roupas. Se as deixasse lá, hora ou outra, num momento de preguiça, me sentiria tentada a usá-la para ambientes mais informais como uma ida ao shopping, ou até, para ir trabalhar.

 Atrelado a isso, comecei a fazer chapinha com mais freqüência em meu cabelo, o que o deixa mais viçoso, brilhante e macio. Passei também a fazer uma maquiagem leve para trabalhar. Sempre passo corretivo nas cicatrizes das espinhas, um blush, rímel e brilho nos lábios, claro que há dias que capricho um pouquinho mais. A idade é assim, a gente tem que aprender a disfarçar algumas coisas ruins que surgiram com o tempo e valorizar pontos positivos. E é o que tenho feito.

 Então, estou estonteante. Mais bonita e arrumada. Acoplado a essa situação física, existe sim uma euforia interna em me sentir melhor, mais desejável e feliz. Já faz alguns meses que não tenho crises homéricas de mau humor, também faz tempo que não faço um regiminho e isso me deixa um pouco mais feliz.

 Ou seja, estou mais reluzente, mais alegre e todos meus amigos do trabalho querem saber se estou amando, se estou de olho em alguém do escritório. Embora sempre diga que não, eles não acreditam! Como pode? Por que a gente só pode se arrumar para chocar outro alguém? Confesso, se estou amando alguém, sou eu mesma, estou numa fase apaixonante, gostando de mim, embora esteja fora do peso, estou de bem comigo. A fase ruim, se é que um dia existiu, está bem distante de mim. Se não for capaz de me amar acima de tudo, como conseguirei gostar com sucesso de outra pessoa?

Foi o que ouvi de uma amiga quando aquele certo rapaz tentou uma aproximação. Na verdade também não me sinto atraída por sua aparência e ele tem um cheiro que considero meio estranho. Mas ele ser feio não é fator determinante para abolir da minha vida amorosa.

 Não acho que uma pessoa combina comigo quando não a admiro em alguma coisa protuberante, quando não sinto o carinho que eu merecia, quando acho que o trato com as mulheres não é o adequado. Outro fator importante é que nunca gostei de galinhas, até me apaixonei uma ou duas vezes por eles, mas digo, por experiência própria, não dá certo. Não saberia viver uma vida insegura.

 Tá, tudo bem, me acho mais ajeitada que o tal sujeito, mas já me relacionei com homens que julgava mais feios que eu e isso nunca foi tão importante. É obvio que para um approach um homem bonito é muito mais interessante, mas que adianta de um bonitão bobão?  Sou bem mais um mediado de bom coração.

Gente, está tudo muito corrido do lado de cá do computador, tenho alguns posts agendados, por isso o blog será atualizado normalmente, porém os comentários responderei e aprovarei tão logo for possível.

Beijinhos

Acho que estou na profissão errada! Não sou uma boa bancária e nem uma eximia estilista, as vezes penso que gosto de moda só para mim, não para pensar ou  auxiliar outras pessoas.

 Porém sou ótima como conselheira sentimental ou em qualquer outro âmbito de aconselhamentos. Outro dia a moça que faz minha sobrancelha e que encontro apenas uma vez por mês, me contou algo sobre seu passado, que ela veio morar em São Paulo e para conseguir as coisas mais fáceis se amigou com um homem 30 anos mais velho e bibibi bababa! Achei engraçada, a moça me contou uma  história bisonha sem ter sequer muita intimidade comigo. Ontem aconteceu de novo! Ao alisar meus cabelos noutro salão, com uma profissional que encontro duas vezes no ano, ela me contou que seu casamento estava muito ruim há anos. Contou-me coisas do seu dia a dia conjugal. Eu achei estranho, de novo a mesma situação. Creio que deixo as pessoas a vontade e com anseio de partilhar sua vida amorosa.

 Tem uma moça que recém veio trabalhar aqui comigo, em pouquíssimo tempo, com conversas e não fofoquinhas, descobri que ela tem um grande amor do passado. Segundo essa minha colega, sei mais coisas de sua vida amorosa que suas melhores amigas. Como já disse num post anterior sou bem inexperiente no amor, não entendo porque as pessoas se aproximam tanto de mim por conta desse assunto. Você pode até dizer, elas não sabem que sou uma inábil no amor, tanto que mal me conhecem, mas a história se repete com minhas melhores amigas, que vivem me pedindo conselhos para o trato com os maridos. Como posso saber se funciona ou não? O fato é que sou muito procurada!

 Devia ter sido psicóloga ou uma conselheira. Minha mãe diz que sou digo coisas muito boas em momentos difíceis, como por exemplo, com a perda de algum ente querido. Aliás, essa habilidade devo ao meu conhecimento espiritual que recém adquiri. Para provar que não só ajudo no amor, essa semana uma amiga veio me pedir ajuda, com doces palavras e sugestões, por que sua sobrinha anda usando drogas e tem dois filhos pequenos. Falei o que penso, e recebi um obrigada!

1. Eu sou tímida, bem cururu, a ponto de, mesmo que me apaixone por uma roupa na vitrina de uma loja, se não tiver preço eu não entro para perguntar quanto que é. Também não entro em lojas que só tem vendedores homens.

 

2. Mesmo assim, meus colegas de trabalho me acham extrovertida, simpática e expansiva. Se contar isso para minha tia Terezinha, que me acha o cumulo da timidez, ela  certamente não vai acredita. No trabalho sou faladeira, muitas pessoas me conhecem, pessoas que muitas vezes não lembro o nome. Muitos param e minha mesa para um bom bate-papo e eu acabo perdendo a mão. Outra dificuldade que tenho é quando preciso fazer uma visita noutro setor, freqüentemente  o que tinha que resolver se emenda com outro assunto e fico um tempão fora discutindo sobre a vida.

 

3. Sou bem ciumenta. Não ao ponto de fazer baixarias nas ruas, mas tenho muito zelo pelas pessoas que gosto. Tenho ciúmes principalmente de meus pais.

 

4. Meu humor muda mais rápido que a cor do meu cabelo na época que era adolescente. Cheguei a ter três cores de cabelo diferentes em uma única semana.

 

5. Faço tempestades em copos d’água, sou dramática, sofro e choro com uma facilidade incrível. Já chorei até deixar as bochechas assadas. 

 

6. Já tive muitos apelidos pejorativos relacionados ao meu cabelo quando era adolescente e fazia permanente. Mas isso nunca me abalou, até porque, fiz permanentes durante muito tempo. Anos mais tarde, com o cabelo natural, fui convidada para fazer um desfile de cabelos para um salão de beleza.

 

7. Apesar de tudo, sou uma boa pessoa. Minha mãe diz que sou engraçada, generosa e uma ótima filha. Sou um pouco mimada, mas mimo muito mais as pessoas que amo.

 

8. Adoro, mas com muito afinco mesmo, receber pessoas em casa, fazer pequenas festas temáticas, festas grandes de aniversário. Considero-me uma boa anfitriã. Gosto muito de quebrar a rotina e transformar um lanche da tarde, numa reunião com muito charme e requinte. Tenho mania de louças, guardanapos e decoração de mesa.

9. Não gosto quando sou paquerada por anônimos. Muitas se sentem lisonjeadas e amadas ao ser cortejadas no serviço, na rua, na construção, no restaurante e qualquer outro lugar. Eu não gosto! Sinto-me mal quando tem alguém me observando com muita tenacidade, ou fica sorrindo para mim e principalmente sendo muito gentil comigo. Até porque, jamais ficaria com uma pessoa que recém conheci. Nunca beijei ninguém em baladas.

 

10. Sou muito mulherzinha. Embora goste de rock, sempre deixo um que de feminilidade em meu look. Gosto de cozinhar, não todos os dias, somente quando estou inspirada, pratos diferentes. Amo coisas de casa, amo usar saia, amo cor-de-rosa, amo os homens… quase tudo o que as mulheres gostam.

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Confesso que achei engraçado quando fiz a enquete e vi que os textos sobre relacionamentos e amor estão entre os prediletos dos meus leitores. Tenho que admitir sou uma farsa no amor! Além de ter uma idéia obsoleta sobre, sei tudo muito bem na teoria, mas na prática sou um verdadeiro desastre. Sem contar que, qualquer pré-adolescente de 13 anos tem mais experiências amorosas do que eu.

 

Não sou assim porque sou Hare Krishna, embora em minha religião espera-se das mulheres uma atitude mais casta, na realidade isso não é muito freqüente entre minhas colegas de religião. Sou assim, porque a vida me quis assim. Talvez pelo medo de me envolver com pessoas e sofrer ou simplesmente acreditar que ninguém gosta de mim como gostaria que fosse.

 

Na verdade tenho uma idéia meio cor-de-rosa sobre o amor, e qualquer pessoa, quer dizer homem que veja o amor doutra forma, de uma maneira mais vulgar e menos romântica não servem para mim.

 

Tenho que revelar também que morro de inveja daqueles filmes açucarados americanos. Onde casais apaixonados exibem placas de amor, cancelam casamentos para fugir com a pessoa amada (eu não sendo a noiva abandonada está ótimo!), viajam dias e dias só para dizer que gostam da pessoa ou para pedir em casamento, jantam ao luar de Manhattan, dançam agarradinho no meio da sala, tentam esquecer um ao outro, através de maluquices, o que serve só para provar que um gosta ainda mais do outro. Tudo ficção! Não existe esse amor, e talvez o príncipe que idealizei em minha cabeça seja apenas personagem de um desses filmes. A vida adulta de uma mulher não é tão bonitinha assim.

 

Por isso, não quero enganar vocês, sou uma charlatã no amor, vivo arrumando a vida dos outros, juntando casais, dando dicas para as amigas casadas apimentarem o relacionamento e saírem da monotonia, já cheguei ao absurdo de redigir cartinhas de amor para o homem alheio quando a amiga não tem criatividade. Sou uma espécie de Amélie Poulain nata, que não consegue resolver a própria vida!