Blog do Sonho Eterno

Archive for outubro 2010

Desde que comecei a namorar e me tornei tres romantica que sonho com um ensaio fotográfico de casal com meu amorzinho. Visitando sites especializados no assunto achei umas fotos lindas tiradas aqui na capital de São Paulo. O casal cham-se Carolina e Ricardo. Ficou moderno e saiu do obvio de fotos da praia. Os dois entregaram-se de corpo e alma ao trabalho e deixaram-se levar pela criatividade, ousadia e irreverência do fotógrafo Ricardo Reis. Escolheram a Estação da Luz e a Pinacoteca bem no finalzinho do dia, quando a luz está indo embora, aquela hora realmente mágica em que o tom dourado da luz que recai sobre os corpos e as sombras marcadas tornam tudo um tanto especial.












Acho muito bonitinho e romantico esses ensaios fotográficos de noivados. As fotos abaixo foram feitas em Melbourne, na Austrália. O figurino vintage fez toda a diferença e deixou a as fotos mais charmosas. Confira.

vestido floral vintage
terno do noivo camelo vintage
Casal indie vintage
engajamento indie Melbourne
vintage australiano fotos noivado
noivo moderno
gravata vintage e moderno noiva com uma tiara de babados
doce indie fotos noivado
sessão de noivado da Austrália
guarda-chuva de babados vintage
melbourne vestido vintage floral
grande vintage arco noivo indie empate

Melbourne Engagement Session


-Amorzinho, se você ficar até amanhã (que é feriado do funcionário público) eu te levo para ver Bhakti Dhira Damodara Swami no Adi-Templo.

Foi assim que convenci meu namorado a ficar mais um dia comigo, aqui em São Paulo. O templo estava bem cheio, o kirtana (canções para Deus) estava excelente e o meu humor muito bom, afinal de contas não tem nada mais prazeroso que ficar num tempo com alguém que a gente ama. Fomos bem recepcionados por alguns devotos conhecidos. O Júnior ficou todo vaidoso quando o Maharaj (Bhakti Dhira Damodara Swami, que é um líder religioso) o reconheceu…

Há exatamente um ano Júnior traduziu uma aula do Swami em BH e o levou ao aeroporto, porém ainda assim ficou na mental de não ser lembrado, até entendo, porque os sannyasis conhecem gente do mundo todo. Porém durante o kirtana BDDS olhou em seus olhos e abriu um sorriso lindo. Meu amor ficou extasiado e pulou que nem criança até o final do festival. Quando todos estavam saboreando o delicioso jantar, o Junior sentou ao lado do Swami e conversou com ele durante um tempão. Eu fiquei toda orgulhosa do meu amor, ele conseguiu estabelecer o maior bate-papo e em inglês.

Porém a parte mais engraçada da noite ainda estava por vir, o Júnior me apresentou como esposa para o Bhakti Dhira Damodara Swami. Nham! Nham!

Fazia um tempão que queria levar o Juninho, meu namorado mineiro, para fazer um dos passeios mais paulistanos que tem, um piquenique no parque. A priori almejava levá-lo ao Jardim Botânico de São Paulo, mas os outros convidados (mãe, pai, Lais e Fernanda) acharam melhor irmos a um local mais próximo de casa, então fomos ao Parque Vila Lobos mesmo.

Levei toda a minha tralha. Minha toalha xadrezinha nova, copos e pratos de metal, são mais práticos para carregar, como não quebram não exigem um embalar de uma forma especial. Fiz torta de pão de forma lacto-vegetariana, que geralmente é um sucesso e realmente todo mundo elogiou, meus tradicionais pãezinhos de queijo sem ovos, bolo Nega Maluca também sem ovos e bolacha goiabinha sem ovos. Afinal de contas, a gente que é criativo consegue comer praticamente de tudo sem causar sofrimento animal. A Fernanda levou brigadeiros caseiros, que são muito mais gostosos. Minha mãe é do tipo “vamos comprar alguma coisa e levar”, mas a comida feita pela gente é muito mais gostosa por causa do amor. Eu acredito completamente na energia que transmitimos para nossos alimentos. A Lais levou as bebidinhas.

Coloquei a toalha numa das mesinhas que tem no parque. A intenção inicial era a toalha no chão, mas como ali permitem entrada de cãezinhos, fiquei preocupada de colocar nossos alimentos no xixi. Todo mundo saboreou nossos quitutes, depois terminamos o programa com um belo passeio no parque. E no caso meu e do Junior, demos uma voltinha rápida de bicileda dupla. Foi meu debute nesse tipo de equipamento, e confesso que achei meio atrapalhado. Como eu e meu namorado somos altos, ele ficou com dor nas costas e eu com dor nos joelhos já que a bike não permite muitos ajustes.

Quero agora fazer um piquenique romântico com ele, de toalha no chão, balão de gás, cestinha de vime e comidinhas feitas com muito carinho. Claro que os beijinhos são serão as vedetes do passeio.

Acho muito legal a idéia de colocar máquinas fotográficas descartáveis nas mesas dos convidados durantes as nossas festas. Porque os fotógrafos amadores capturaram imagens de momentos que as vezes nós, a anfitriã da festa, não veremos. Na foto abaixo, casamento da Mariana e do Robert, uma máquina que foi usada num casamento, os noivos personalizarem o papelão que envolve a câmera.

A gente no SWU em Itu.

A gente no SWU em Itu.

Sabe uma coisa que acho gozada? São os relacionamentos familiares. Tem pessoas, pais e filhos, que moram na mesma casa e não sabem um do outro, não conversam e não se relacionam afetuosamente.

 

 Outro dia, uma segunda-feira de manhã saí para trabalhar, como comumente faço, no mesmo horário, com a mesma cara de sono e falta de maquiagem… Encontrei uma mãe e filho do andar  de cima do meu prédio no elevador. A mãe comia freneticamente um Danone, daqueles que tem morango debaixo do pote. Ela parecia gostar. O filho lhe fazia perguntas e ela respondia apenas com sons fonéticos curtos. Quando o elevador parou no térreo o moço lhe deu um beijo na testa e disse: “-Tchau mãe!” Ela estava de boca cheia, quando engoliu o iogurte colorido apena balbuciou, ainda sem emoção na voz e sem olhar na face: “-Tchau filho, boa semana!” E eu vi o rapaz sumir rapidamente no corredor. Descemos ao subsolo e cada uma pegou seu carro.

 

Acho estranho. Todas as vezes que meus pais vão passar o final de semana na praia, ou seja, dois dias, me despeço com abraços e beijinhos. Quando estudava fora, morei lá em Floripa e ia me despedia de meus pais era um chororô só. Fiquei pasma com a mulher sendo tão indiferente com o filho que mora longe. Depois o jovem torna-se carente e a gente não sabe o porquê.  

Há um leque enorme de opções quando o assunto é casamento. Aqui ao invés das simpáticas almofadinhas os noivos usaram um livro sagrado, no caso a bíblia, para trazer as alianças. Muito bem casado sacado.