Blog do Sonho Eterno

Archive for the ‘Amor’ Category

Outro dia fiz um post falando de amantes. Lembrei um caso onde uma pessoa foi amante sem perceber. O cara conseguiu enganar duas mulheres ao mesmo tempo. Não sei o que contava para a esposa e para a amante, sei que até eu o encontrei, juntamente com a amante (é claro) em festas, aos finais de semana, o que demonstra que ele tinha uma ótima lábia. No entanto se o cara só está mais disponível para você se segunda a quinta, desconfie, esses são os dias da amante. Dia que a namorada (ou esposa) aceita desculpas de horas extras, cursos e geralmente também estão ocupadas com outros afazeres e não cobram tanta atenção.

Algumas mulheres aceitam a pequeneza de serem amantes de homens comprometidos, não sei se é por falta de amor próprio ou até completo desespero, no entanto o fato é que cada vez é mais comum pessoas que se propõe a relacionamentos extraconjugais. O meu medo é da gente se habituar tanto com o fato que daqui a alguns anos vamos até considerar ter amante como uma coisa normal e aceitável.

Conversando com algumas amigas, que são ou foram amantes, eu nunca fui, que fique bem claro e nunca aceitaria ser, descobri que algumas inverdades são bastante corriqueiras no mundo do homem que traí, não se iluda quando ouvir:

 

Quando ele disser… Ele quis dizer…
Eu e minha esposa não nós amamos mais. Dá para mim?
Eu e minha esposa não temos nada na cama. Dá logo para mim?
Você é a minha única mulher. Vamos para a cama?
Eu estou muito carente. Conheço um motel ótimo, vamos lá?
Você é perfeita, o tipo de mulher que escolheria para casar. Vamos para um lugar mais ermo?
Eu vou largar minha esposa em breve, o problema são meus filhos. Quero comer você com mais freqüência.

 

Por isso, quando seu amante disser alguma das frases acima, não se iluda, ele só quer jambrar com você fixamente ou eventualmente. Valorize-se mulher!

Hoje pela manhã ao pegar o elevador para ir ao trabalho, num andar mais abaixo, entrou uma vizinha. Seria uma cena corriqueira, se não fosse por um simples fato, ela era recém casada, ou seja, não morava mais lá na casa de seus pais! Lembro-me dela no dia do casamento, quando nos encontramos no elevador, ela estava em extasie, toda feliz e me disse que aquele seria o seu grande dia. Depois topei com ela e o marido num restaurante nas adjacências de nosso bairro e eles pareciam um casal feliz. Pouco tempo depois, ela estava de volta à casa da mãe, separada. Eu tive o cuidado de reparar se havia alguma aliança em sua mão. Não tinha, aliás, nem sinal dela.

Na hora me comovi, mas obviamente não emiti um comentário sequer, não tenho intimidade para tal. Fiquei triste por constatar como mais um casamento foi absurdamente perecível. Não sei o que aconteceu, só sei que cada dia mais nós acostumamos em depositar nossos relacionamentos em lixos, como se fossem copos descartáveis. E a legislação contribui bastante com essa realidade. Adultério não é mais crime, separar no civil é mais fácil que casar. Eu ainda sou mais do lado dos casamentos indianos, mas indianos de verdade. Instrui-se a fazer uma festa o mais opulenta possível. Sabe para que? Para a pessoa sempre lembrar que é casada, de como foi a festa todas as vezes que pensamentos de “separação” surgir em suas cabeças.

Se casar pensando “se não der certo a gente separa”, então não case, fique na casa dos seus pais. Case pensando “vamos ter que dar certo, o casamento é indissolúvel e teremos que ficar para sempre juntos”, esse é o ponto! O pior são as pessoas que só amigam. Está mais implícita ainda a conivência com uma futura separação. Uma vez li numa revista feminina que casais amigados separam mais do que os casados de verdade. Não percebi essa tendência ainda no meu dia-a-dia, mas pensando pelo lado da tradição indiana, pode haver sim um fundinho de verdade.

Antes de ler esse post clique aqui, para entrar a trilha sonora.

Said, Jade e Lucas
Said, Jade e Lucas

 Novelas criam fatos, romances e situações praticamente impossíveis de existir. Por exemplo, O Clone, que é atualmente representado nas tardes da Rede Globo, mostra um amor que ao meu ver, não existe fora da ficção. Não acompanhei da primeira vez, pois fazia faculdade lá em Floripa, mas agora, tenho a oportunidade de vê-lo.

 A história é mais ou menos assim, Jade, é uma família muçulmana tradicional, se apaixona por Lucas, um brasileiro. Então, exige-se que Jade esqueça essa aventura e case-se com alguém dentro da religião. Ela casa com Said, mas passa anos e anos relembrando de Lucas o seu amor tupiniquim.

Eu até acredito que as pessoas podem se apaixonar por pessoas de crenças distintas, assim como, acredito que podemos ficar cegamente envolvidos por alguém. No entanto não creio que o amor sobreviva a distância e ao tempo. Sabe porque? Quando achamos que amamos alguém do passado, amamos como a pessoa era naquele tempo, com o tempo as pessoas mudam, deixando de ser aquilo que nos enfeitiçaram.

Talvez seja fria ou um pouco cética com esse respeito. Mas falo por experiência própria. Tive um ex-namorado que ficou onze anos na minha cola. Ele era louco por aquela garotinha que fui aos quinze. Ficou todo esse tempo tentando sair comigo e quando tinha vinte e seis me predispus a sair com ele, não porque tinha algum interesse, mas para ele cair na real. Eu já era outra Debora.

O primeiro choque que ele teve foi me ver dirigindo, e olha que eu faço isso desde os 18. Depois ele se espantou pois era Hare Krishna e estrita, foi embora, após o encontro, com os olhos marejados de lágrimas, tentou ficar comigo o tempo que pode, teve dificuldade em me dar adeus e era adeus de verdade. Deixei ele perceber que eu não era mais quem ele achou que fosse, além da obvia mudança física, a mais drástica foi a mudança interna.

No entanto, agora passou uma coisa pela cabeça, eu não acreditei nesse amor, talvez por não compactuá-lo com reciprocidade. Sou mega romântica, sou fofa, gosto de agradar, mimar e surpreender meu parceiro, no entanto, uma mesma pessoa só termina uma vez um namoro comigo. Não acredito e não aceito flashbacks.

 

 

Mais alguns postais chegaram para mim, dessa vez de Belo Horizonte, enviados pelo meu namorado durante uma viagem de trabalho. Fiquei mega feliz com a lembrança e a surpresa.

Para quem não sabe, coleciono cartões postais, mas gosto que eles venham pelo correio, selado, carimbado e com algo escrito atrás, como um postal deve ser. Porque o verso do cartão muitas vezes é até mais interessante do que a própria foto.

Obrigada, te amo!

 ->Foto do  filme “A sogra”, em que Jane Fonda é sogra de Jennifer Lopez

Falo como entendedora de causa dar-se bem com a família do namorado (noivo ou marido), principalmente com a mãe dele, é fundamental para manter o relacionamento saudável. Se entrar numa de queda de braços com a sogrinha, provavelmente vencerá o primeiro round, pois o homem apaixonado pode preterir você a mãe, no entanto, com a maturação do relacionamento e a saudade da família quem vai perder a batalha é você fofa!

Por isso, caso queira ficar de vez com o namorado, o mais seguro é fazer de tudo para se entender bem com a família do seu amor. Lembre-se, a mãe dele também tem sentimentos, quer almoçar de vez enquando com o filhinho, passar datas importantes ao lado dele, mimar o garotão e se você podar pode anunciar o final eminente do seu caso amoroso sendo intolerante a isso. Se não tiver uma futura sogrinha bacana como a minha (pois quando o relacionamento é bom as coisas fluem normalmente), eis algumas dicas para incrementar o relacionamento de vocês, o seu e o dela.

  • Mesmo que ela fale algo que não a agrade, ao invés de partir para o ataque ou dar uma resposta ríspida, conte até dez. A maioria das vezes ela só quer ajudar, mesmo que pareça esquisito.
  • Por mais que pareça difícil, nunca critique o filhote dela, principalmente a educação que ela deu a ele, ainda que a situação seja verdadeira.
  • Quem deve colocar limites a mãe dele é o próprio filho e não você. É muito mais fácil perdoar quem a gente ama, do que quem a gente tolera.
  • Tente ser uma espécie de filha adotiva. Deixe sua sogra confiar tanto em você a ponto de sentir-se bem em te pedir ajuda quando o seu amor não puder serví-la.
  • Se ela disser que os netos dela, seus filhos, são tão lindos e inteligentes porque puxaram ao pai, concorde. E emende, com charme: “Foi por isso que eu me casei com ele”. Pare por aí, ou vai ficar falso demais.
  • Se for passar uns dias na casa dela, tente manter suas coisas em ordem, dobre a roupa de cama e deixe o banheiro limpo. Para a sogrinha ficar segura que poderá ser uma ótima mulher para o filho dela.
  • Defenda-a em qualquer situação. Nunca fique do lado do seu parceiro, mesmo se depois, quando estiverem sozinhos, precisar reconhecer que ele está certo. Pois isso pode ser o início de uma guerra entre vocês.
  • Se ela te der uma roupa números maiores, pode ser que não esteja te chamando de gorda, apenas tenha se enganado.
  • Se for passar uma semana (um mês ou um ano) na casa da sogrinha, é capaz que seus principais defeitos apareçam. Tenha cuidado para ela e toda a família não se enxerem de você. Em dias de semana nunca acorde tarde demais, ajude com a louça do almoço e mesmo se estiverem lendo a bíblia, não fique o tempo todo trancada no quarto do seu amor.
  • Tenha assuntos mais lights com ela, como receitas ou fofocas de famosos.
  • Ajude seu namorado (marido ou noivo) a lembrar datas importantes, como o aniversário dela. Se for ruim para essas coisas, faça uma agenda. E incentive o bofe a dar algum presente a ela, pode ser até um buque de flores com um cartão com o nome dos dois. Isso mostra seu interesse em integrar com ela.

Fonte: Terra e Veja.

 

Foi a primeira vez que vi outra mulher como eu, chorando ao se despedir de seu bem no terminal antes de embarcar no ônibus. E ela me olhou, como quem compreendia aquele meu sentimento, meio igual para o momento. Olhos cor de chuva e o mundo todo nas nossas costas. Todo sentimento de saudades e da dor da separação. E medo! Medo de quando vou vê-lo de novo, se vai demorar ou se meu coração ficará partido. Medo do que não conheço e de até o que conheço. Medo da dor do amor e da saudade. Quando a saudade é intensa a gente sente muita dor no peito. Minha vontade era que não houvesse mais despedidas, não houvesse mais ônibus, tickets e nem diaba-quatro. Na verdade minha vontade era que as coisas fossem mais fáceis, rápidas e menos dolorosas. Minha vontade era ficar com você para sempre a partir de hoje.