Blog do Sonho Eterno

Archive for the ‘Dicas de Passeios’ Category

Praça da Fonte Varginha/MG

Geralmente cidadezinhas de interior não tem tantas opções de entretenimento como em grandes cidades, no entanto, uma das minhas atividades preteridas quando viajo pelo interior de nosso país é namorar em pracinhas. Vocês já repararam como as praças nessas cidadezinhas são cheias de adolescentes e mais aos cantinhos de casal de namoradinhos? Aqui em São Paulo não temos esse privilégio de poder ficar a toa em praças publicas, principalmente de noite, no interior, onde as ruas são mais sossegada isso é possível. É uma delicia dar uma voltinha de mão dada com o nosso amor nesses locais. Observar o movimento, a lua (já repararam como os apaixonados amam falar de lua?), tomar sorvete e dar beijinhos gelados. Eu simplesmente amo, quando bater o tédio naqueles dias calorentos de verão, experimente!

 

 

Fazia um tempão que queria levar o Juninho, meu namorado mineiro, para fazer um dos passeios mais paulistanos que tem, um piquenique no parque. A priori almejava levá-lo ao Jardim Botânico de São Paulo, mas os outros convidados (mãe, pai, Lais e Fernanda) acharam melhor irmos a um local mais próximo de casa, então fomos ao Parque Vila Lobos mesmo.

Levei toda a minha tralha. Minha toalha xadrezinha nova, copos e pratos de metal, são mais práticos para carregar, como não quebram não exigem um embalar de uma forma especial. Fiz torta de pão de forma lacto-vegetariana, que geralmente é um sucesso e realmente todo mundo elogiou, meus tradicionais pãezinhos de queijo sem ovos, bolo Nega Maluca também sem ovos e bolacha goiabinha sem ovos. Afinal de contas, a gente que é criativo consegue comer praticamente de tudo sem causar sofrimento animal. A Fernanda levou brigadeiros caseiros, que são muito mais gostosos. Minha mãe é do tipo “vamos comprar alguma coisa e levar”, mas a comida feita pela gente é muito mais gostosa por causa do amor. Eu acredito completamente na energia que transmitimos para nossos alimentos. A Lais levou as bebidinhas.

Coloquei a toalha numa das mesinhas que tem no parque. A intenção inicial era a toalha no chão, mas como ali permitem entrada de cãezinhos, fiquei preocupada de colocar nossos alimentos no xixi. Todo mundo saboreou nossos quitutes, depois terminamos o programa com um belo passeio no parque. E no caso meu e do Junior, demos uma voltinha rápida de bicileda dupla. Foi meu debute nesse tipo de equipamento, e confesso que achei meio atrapalhado. Como eu e meu namorado somos altos, ele ficou com dor nas costas e eu com dor nos joelhos já que a bike não permite muitos ajustes.

Quero agora fazer um piquenique romântico com ele, de toalha no chão, balão de gás, cestinha de vime e comidinhas feitas com muito carinho. Claro que os beijinhos são serão as vedetes do passeio.

Ando tentando convencer  meu amorzinho a participar de um picnic romântico ou divertido com os amigos. Na verdade estou apenas esperando um domingo ensolarado que nos inspire a isso.  Sempre gostei desse tipo de evento, quando fiz 25 anos a comemoração foi um picnic bem intimista no parque Vila Lobos, aqui em São Paulo.  Na adolescência fiz dezenas de picnics no camping Cabreúva e era muito bom.
 
Procurando algumas fotos para inspirar meu gatinho achei esse picnic do blog da Quitandoca , achei super fofo e criativo. Deve ter dado um trabalhão pela quantidade de quitutes mas no final tudo vale a pena. As fotos ficaram maravilhosas.

O brigadeiro ficaria por conta da Fernanda, minha amiga é especialista nisso.

 

A toalha de chita e o vasinho-garrafa foi feita pela dona do blog.
 
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No final de semana passado fui com minha família, pais, irmão e uma prima, a uma festa de aniversário de outra prima no Rio de Janeiro. Eu já havia feito uma visita a cidade maravilhosa anteriormente, também foi uma passada fast, mas trago boas recordações.

 

Algumas praias da Zona Sul do Rio, como Ipanema e Leblon, lembram a praia de Pitangueiras em Guarujá, cidade que localizada no litoral sul do estado de São Paulo. Ambas têm um calçadão grande, cheio de gente caminhando, se exercitando, do outro lado muitos prédios antigos que se misturam com alguns poucos empreendimentos mais novos. Até o mar é parecido, dando para ver ilhotas e montanhas de pedras dividem uma praia da outra. As ruas secundárias de ambos as praias são arborizadas e cheias de prédios, o que resulta numa sombra quase que constante, aliviando o calorão típico do verão. Claro, o Rio é uma cidade maior, mais cheia de gente e de turistas estrangeiros.

 

Assim como São Paulo, o Rio de Janeiro é uma cidade grande e sofre dos problemas das grandes metrópoles mundiais. Mesmo sendo final de semana, peguei alguns engarrafamentos em diversos pontos da cidade. Ledo engano quem pensa que transito ruim é privilégio de paulista. Lá também está seco, como aqui em São Paulo, há semanas não chove, embora tenha aquele marzão lindo para dar um refresco, ainda assim no horizonte existe aquela faixa cinza que inibe nossa visão alcançar lugares mais distantes. O inexperiente poderia até confundir o cinza da poluição com a neblina, mas não é. E vou confessar uma coisa para vocês, eu fico tensa o tempo todo que estou no Rio. Acho que é por conta do jornalismo policial, que sempre mostra traficantes dominando a cidade, fico com medo de bala perdida, não sei se é real, mas a gente, os paulistas, tem sempre a impressão que o Rio de Janeiro é mais violento que São Paulo.

 

A primeira vez que fui ao Rio, fiquei andando de taxi. Dessa vez, meu pai optou por alugar um carro. A priori fiquei um pouco preocupada, a gente sempre escuta histórias de turistas que entraram num determinado morro e foram executados. Mas não tivemos muitos problemas, levamos um GPS, embora não sabíamos andar na cidade, o GPS quebrou um galho e não tivemos maiores problemas.

 

Visitamos algumas praias dessa vez, Ipanema, Copacabana, Leblon, Barra e uma praia bem bonita em Niterói. A cidade é realmente linda, uma cidade grande que ainda conserva algumas belezas naturais. Mas o que acho discrepante é que a toda hora vemos favelas, como elas ficam nos morros, ou seja, em evidencia. Dá um pouquinho de medo. A primeira vez que fui ao Rio fiquei na casa de uma moça na Tijuca. Um lugar lindo, bem próximo a uma praça bem cuidada e cheia de arvores, mas de noite foi um tiroteio só.

 

Fico triste quando vejo lugares lindos como o Rio, ou até São Paulo, que não é tão bonito assim, sendo degradados. Enfim, o caos está instaurado e parece que não existe interesse em modificar a cidade.

No final de semana fui com meus pais para Pirenópolis, uma cidadezinha simpática do interior de Goiás. Embora a ausência do mar, o clima e a arquitetura, aquelas casinhas antigas que a porta já tá para a rua, me lembraram Paraty, um dos lugares mais fantásticos do Brasil.


Fomos de avião até Brasília e alugamos um carro no aeroporto. Aqui fica a dica, como a Localiza é a Cia de aluguel de carro mais famosa, é a mais cara e com os carros mais surrados. A primeira vez que fomos para lá, alugamos um carro 1.0 na Localiza. Dessa vez alugamos numa que chama Alpha. Por um preço inferior levamos um Fox 1.6, num estado muito melhor.


Pirinópolis é uma cidadezinha de interior. Sua gente, sem exceção, todos que nos atenderam nas lojas e nos restaurantes foram extremamente educados e agradáveis. Coisa até que achamos um diferencial. Brincamos que em Piri todo mundo era bem educado.

Esse rio fica bem no centro da cidade e é limpinho. As pessoas de esbaldam nele e fazem piquenique em suas margens. Às vezes penso que esse sossego que é qualidade de vida. Se a gente fica assim à toa em São Paulo, corre o risco de ter até as lingeries roubadas.

Ficamos hospedados numa pousada chamada Vila Bia. No cartão de boas-vindas do quarto eles se gabam que o local foi um dos cenários da novela Estrela Guia, aquele fracasso estrelado pela cantora Sandy. Quem se lembra? De fato o terreno é bem pitoresco, mas acho que perde no atendimento e no quarto.

Em pleno outono, e fazia frio, em nosso quarto só tinha uma coberta para 3 pessoas. O edredom era tão fino, tão fino que só senti a parte de algodão surrado, aquela parte acolchoada de dentro da coberta há muito tempo não deveria existir. Com medo de passar frio, fomos pedir mais uma coberta. A moça da recepção falou que ia ver se tinha. Como assim? Uma pousada no meio do nada não tem cobertor? E voltou com outro edredom um pouco mais surrado e fino do que tinha no meu quarto. Tivemos que colocar roupas, não roupas confortáveis de dormir, mas roupas de passear para dormir e não passar frio. Não recomendo a pousada ao menos que vá ao verão ou leve seu próprio cobertor.


Almoçamos num restaurante chamado Bistrô do Cheff e fomos atendidos por um amorzinho de pessoa, o Leo, que era todo prestativo e nos contou várias histórias sobre a tradicional festa do divino. A comida também de primeira e muito bem apresentada. Claro que não consegui comer todo esse patrão de penne, mas confesso que estava uma delícia.


Essa mascara estava no finalzinho do restaurante e ainda não foi usada, por isso não tem o olho vazado. O Leo nos contou que ele fica um ano se preparando para a festa. Deve ser mesmo, porque a festa tinha sido há uma semana e ele já estava com uma mascara nova!


Andando pelas ruas de pedras da cidade, achei uma sorveteria com sorvetes deliciosos e exóticos. Provei três sabores, mas super recomendo o de mirtilo. Coloquei a foto da frutinha ao lado da foto do local, para quem não conhece. Essa é uma das minhas frutas favoritas. Em NYC vende em qualquer esquina e eu me empanturro delas. Amo muito. O sorvete, como era de esperar, é maravilhoso. Em cada cidade eu tenho uma sorveteria que gosto e elejo o melhor sorvete, em Paraty, por exemplo, o sorvete da vez é o de gengibre… huuuuum! Doce e ardido. Muito gostoso.


Lá tem uma igrejinha, na verdade uma capela, que era privada e hoje em dia é um museu. O curador, muito querido por sinal, estava muito desgostoso dizendo que relíquias da cidade foram vendidas para um investidor paulista a preço de banana e que um dia eles recuperariam as peças que foram vendidas… bom, se foram vendidas, ainda que por preços injustos, os objetos são de quem comprou, né?


Para não perder o hábito e homenagear o santo de ontem, uma fotinho dele o casamenteiro.


As moradias de Pirenóplois são em sua maioria dessas que a porta dá para a rua, sem portões. Acho uma graça, fora que uma cidade onde se é possível viver assim, os índices de criminalidade devem sem bem baixos. O único pormenor a meu ver, pelo menos para a gente da cidade grande é o tédio.


Adoro esses negócinhos de metais. Queria comprar um de cada.


Jantei num restaurante chamado Lua Cheia. A fachada dele é bem interessante, toda iluminada por lustres que realmente lembram a lua. Como ele fica mais afastado do burburinho, percebi que é freqüentado pelos locais, porque todo mundo que chagava se cumprimentava. O atendimento é bem simpático, as comidinhas deliciosas e o que achei fofo é que para todo mundo eles oferecem um tira-gosto de jiló, nunca comi um jiló gostoso na vida, foi a primeira vez. O garçom nos disse que é uma invenção local para um concurso de gastronomia.


Andando pelas ruas de Pirenópolis achei esse gatinho, adoro gatos, fiquei um tempão brincado com ele.


Olha só o que encontrei mais afastado da parte boa da cidade. Uma igreja Mundial, aliás, encontrei essa igreja ao longo de toda rodovia.


Achei pitoresco, a delegacia da cidade ficou o tempo todo fechada.


Olha a danceteria, muito várzea, vai fazer um negócio desses em São Paulo que é garantia de fracasso. Aqui as boates são lindíssimas, com fachadas opulentas e bem decoradas, vide o Itaim ou a Vila Olímpia.


Nosso hotelzinho em Brasília.Voltamos para o DF no domingo de tarde, porque íamos embora na segunda bem cedinho, afinal de contas, trabalhar é preciso!

Para finalizar, uma foto no Congresso Nacional, quem for a Brasília super recomendo uma visitinha lá durante o dia para conhecer. O local é lindo e bem interessante por dentro. O visitei noutra oportunidade, é claro. Nessa noite da foto tinha umas pessoas acampadas bem em frente ao congresso, não sei se eram ciganos ou sem-teto. Vi alguns manifestantes com uns bonezinhos verdes, mas me deu um pouco de medo.

Quase que me esqueci de falar de Quidam. Fui ao espetáculo semana passada e recomendo, é claro. Ganhei o ingresso de uma amiga, que ganhou do patrocinador.

Como qualquer outro espetáculo do Cirque Du Soleil é lindo, fofo, encantador… a gente viaja, vira criança, adulto, fada, sonha… enfim…

O Quidam é um homem sem cabeça que caminha por aí, a história é meio que baseada nele, na criança e nos pais, que estão sentados em uma sala inertes ao local.

Gosto, amo, adoro, quando vejo erros, aprecio muito mesmo, não falo isso por falar, mas gosto de ver, como embora quase prefeitos os erros acontecem. No espetáculo das meninas contorcionistas do bambolê, uma delas saiu correndo. O palhaço, sempre tem um palhaço, não vestido como aqueles palhaços que a gente já conhece, veio e ocupou o bambolê numa graça quase sem graça. Depois outra mulher, creio que substituta veio e copiou, não com a mesma graça o movimento das outras duas. Confesso que por isso, nem vi esse número direito, só fiquei observando o improviso deles e amei.

Diferentemente do Allegria, que o espetáculo preza pela emoção, Quidam é engraçado. Tem um palhaço gordinho, também não vestido de palhaço convencional, que é muito engraçado. De dar risada até doer a barriga. Ele que chama as pessoas da platéia para fazer parte do número. E digo uma coisa, as que foram chamadas no espetáculo que fui eram ótimas e super divertidas também.

Confesso que quando vejo as pessoas do público sendo chamadas bate certo desespero, embora ame vê-los participar, odiaria estar no lugar deles. Céus.

Vale a pena.

Na minha opinião vale muito a pena. Primeiro porque para nós brasileiros é uma coisa bem diferente, eu só lembro das musiquinhas que eles colocaram por causa do vídeo game do meu irmão, não sabia nem quanto tempo de jogo era. Agora descobri, são três tempos de 20 minutos, mas diferentemente do futebol, eles param o contador o tempo todo, só vale o tempo realamente jogado, as faltas, brigas e reinicios de jogo não são contados, o que deixa o jogo meio cansativo.

 

Não entendi direito as regras, mas se elas existem, devem ser bem liberais, os jogadores podem largar seus sticks, ou seja aqueles tacos que usam para movimentar o puck, que é aquele disco, para se baterem. Tudo com a supervisão dos juizes e colegas te time que não tentam separar. Depois, algumas vezes, eles ganham uma punição do tipo ficar 2 minutos sem jogar. Quem gosta de Ultimate Fighter vai amar o hockey, acho que por isso que eles usam tantos equipamentos de proteção, além das quedas, tem as brigas, os empurrões os esmagamentos ni muro de proteção da platéia… ví uma briga onde um dos rapazes perdeu até o capacete.

 

Outra coisa que achei bem interessante é que se permite a substituição ilimitada de jogadores, com o jogo em progresso e não precisa usar placa avisando as substituições, os jogadores só entram e saem, dependendo em que parte se está do campo muitas vezes. A gente fica até tonta de olhar. Como era de esperar, a torcida é bem introspectiva, nada se compara com a torcida do Timão, onde a Gaviões da Fiel fica o tempo todo cantando, tocando, batucando, incentivando o tíme. O máximo que se ouve é um grito tímido e curto de Let’s go Rangers, dura tão pouco que eu nem consegui filmar, não dava tempo de ligar a camera. Todas as vezes que começava uma briga eu gritava em coro “porrada” e dava vários gritos quando um dava uma ombrada no outro “isso, mata ele” que o rapaz da minha frente achou que eu já era recém convertida do Rangers, começou a me explicar que o time era mágico.

 

Isso porque ele não foi ao Pacaembu. No mais, pode ser também a sua oportunidade de conhecer o Madison Square Garden, que segundo eles, é a arena mais famosa do mundo, de repente, deve ser mesmo, não sei.

 

Faixa tímida do Rangers, alias, acho que isso é colocado pelo Madison Square Garden e não pela torcida, eles precisam ver um jogo do Timão.

 

Senhor ao lado acompanha o jogo e toma nota de tudo que acontece. Aliás, acho que é um hábito logal, ví muitos fazendo o mesmo.

 

Foto minha com mamãe, reparem que estou vestindo o manto sagrado.

Um empurrão.

Reinicio de jogo.

Minha mãe morreu de vergonha de mim.

 

Caminhão passa para arrumar o gelo, e leva sempre uma criança ao lado.