Blog do Sonho Eterno

Archive for the ‘Dicas de Teatro’ Category

Ontem fui à pré-estréia, para os patrocinadores e a imprensa, da peça Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro, no Teatro Bradesco lá no Shopping Bourbon, em São Paulo. É uma adaptação de um espetáculo, com mesmo nome, de um musical que foi sucesso na Broadway.

Trata-se da história de um médico inovador que quer testar suas experiências extraordinárias com pacientes com problemas mentais, negado o projeto, ele faz seus experimentos consigo mesmo. O destaque, no quesito talento vocal, vai para a atriz que interpreta uma meretriz, é de emocionar. Inclusive na hora dos aplausos a atriz até estava chorando.

Porém, o maior show da peça acontece após o intervalo. Chove, com água de verdade, por bastante tempo, no meio do palco, durante uma musica onde a mocinha e a amante cantam em dueto. Para mim, foi à parte mais espetacular da noite. Eu já havia lido em algum lugar que São Paulo traria um espetáculo desse porte para a cidade, com essa mega tecnologia, mas na ocasião que li a reportagem, não me atentei para o nome da peça. Quando começou a chover, foi possível ouvir uma porção de barulhinhos de admiração.

Fico feliz pelo Brasil, por enquanto somente as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, investirem tanto em cultura e trazerem musicais desse quilate. Como já vi muitas peças na Broadway posso dizer com propriedade que nossas montagens não deixam nada a desejar as versões americanas. Para quem é fã de teatro, fica a dica, Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro é espetacular.

Maiores informações clique aqui.

Obs: Adoro essas pré-estréias, além da gente não pagar convite, a gente fica em lugares privilegiados, tem coquetéis na entrada e no intervalo, não desfruto de nada, porque não bebo álcool e nem refrigerante, mas acho super chic eventos onde todo mundo bebe champanhe. Além do que, como somos convidados, temos o nosso estacionamento pago pelo evento.

Anúncios

Quem é leitor assíduo do blog, se é que essa joça tem visitantes sem ininterrupção, tirando é obvio a Ferd e a Bia, sabe que eu amo um teatrinho básico. Aliás, amo todas as formas de expressar a arte, claro que umas mais do que as outras e teatro, é sem dúvidas, um dos meus favoritos. Domingo dia 25 de abril fui ver O Despertar da Primavera que está em cartaz em São Paulo, no teatro Sérgio Cardoso, que fica no centrão, até o dia 2 de maio, por isso esse é o último final de semana.

Aquele tipo de velho babão vai amar a peça por cenas de nudez e insinuação de sexo, eu confesso que achei até um pouco exagerado, o mocinho que não me convenceu tanto assim em ser realmente mocinho, chupando o peito da protagonista. Ela sim é ótima, bonita, tem uma voz linda e um sotaque que me fez lembrar alguém de antigamente.

Também gosto do público que freqüenta teatro. Geralmente são pessoas descoladas, com áurea de saudável e de mente aberta. Tem muito homossexual, porque a maior parte dos homossexuais gostam de coisas de qualidade e acima de tudo, de ter um quê de cultura, o que acho legal nesse grupo de pessoas.

A montagem é mais uma da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que já fizeram de “7 – O Musical” e “Avenida Q”, que também vi em São Paulo. Escrita pelo alemão Frank Wedekind, no século 19, a peça trata dos questionamentos de um grupo de jovens e aborda temas como abuso sexual, suicídio e homossexualismo. Se não estiver numa boa fase da vida, em depressão, por exemplo, não vá porque a coisa é meio depressivo demais a partir da segunda fase, embora o conjunto da obra é muito interessante.

O elenco jovem é formado atualmente por atores entre 16 e 25 anos e hoje em dia parece ter um enredo inofensivo. Porém nem sempre foi assim, antes de estréia em 1981 na Alemanha, O Despertar da Primavera foi proibido, acusado de incitar os jovens ao suicídio e a prostituição. Além de suicido de um dos garotos, a peça conta com outros assuntos polêmicos como inseto, relações sexuais e opressão familiar.

No ano de 2006 o texto de Frank Wedekind, ganhou uma nova versão adaptada para o circuito Off-Broadway, ou seja fora da região da Broadway, e fez tanto sucesso que logo no mesmo ano estreiou na própria Broadway. E agora tem essa versão brasileira.

No mais, o espetáculo é interessante, bem montado e eu recomendo, mas é o último final de semana em São Paulo.

Horários:

  • Sexta-feira, 21h30
  • Sábado, 21h00
  • Domingo, 18h00

Quase que me esqueci de falar de Quidam. Fui ao espetáculo semana passada e recomendo, é claro. Ganhei o ingresso de uma amiga, que ganhou do patrocinador.

Como qualquer outro espetáculo do Cirque Du Soleil é lindo, fofo, encantador… a gente viaja, vira criança, adulto, fada, sonha… enfim…

O Quidam é um homem sem cabeça que caminha por aí, a história é meio que baseada nele, na criança e nos pais, que estão sentados em uma sala inertes ao local.

Gosto, amo, adoro, quando vejo erros, aprecio muito mesmo, não falo isso por falar, mas gosto de ver, como embora quase prefeitos os erros acontecem. No espetáculo das meninas contorcionistas do bambolê, uma delas saiu correndo. O palhaço, sempre tem um palhaço, não vestido como aqueles palhaços que a gente já conhece, veio e ocupou o bambolê numa graça quase sem graça. Depois outra mulher, creio que substituta veio e copiou, não com a mesma graça o movimento das outras duas. Confesso que por isso, nem vi esse número direito, só fiquei observando o improviso deles e amei.

Diferentemente do Allegria, que o espetáculo preza pela emoção, Quidam é engraçado. Tem um palhaço gordinho, também não vestido de palhaço convencional, que é muito engraçado. De dar risada até doer a barriga. Ele que chama as pessoas da platéia para fazer parte do número. E digo uma coisa, as que foram chamadas no espetáculo que fui eram ótimas e super divertidas também.

Confesso que quando vejo as pessoas do público sendo chamadas bate certo desespero, embora ame vê-los participar, odiaria estar no lugar deles. Céus.

Vale a pena.

 Anteontem fui assistir o Musical da Broadway Hairspray, que está em cartaz aqui em São Paulo até o final do mês, e super recomendo. Com um elenco de peso, cheio de atores globais como Edson Celulari, vivendo Edna Turnblad, mãe da protagonista, Jonatas Faro como o galã Link (que foi substituído por conta de um acidente) por Rodrigo Negrini, Arlete Sales como Velma Von Tussle, e Danielle Winnits como a vilã Amber, em sua melhor fase física ainda que meio que apagadinha no espetáculo que teve a direção de Miguel Falabella.

Embora todo esse peso no elenco, para mim, quem dá um show de interpretação é a desconhecida Simone Gutierrez, no papel principal da gordinha e simpática Tracy. Ela é a única atriz que não é famosa do espetáculo e mostra que não são só os Globais que tem talento. Aliás, a formação dela é de dar inveja a muita gente. Simone é formada ballet clássico,  fez aulas de canto lírico e popular e cursos de especialização em Musical Theatre, em Nova York e na Broadway Dance Center. E mesmo sendo baixinha (1,50m) e gordinha (64kg) a paulista é super elástica, em uma das cenas musicais ela termina com um belo espacate, o que arranca aplausos de toda a plateia.

Porém como o brasileiro não tem muita cultura de ir ao teatro, sendo que os preços altos ajudam bastante essa realidade, as peças mais badaladas são aquelas que têm muitos globais em seu elenco, o que lhes garante bilheteria. Porém muitas vezes não são eles que brilham no espetáculo. Quem assistiu o espetáculo My Fair Lady, que também ganhou uma versão nacional, onde Amanda Acosta, no papel principal de Eliza Doolittle arrebentou e faturou o Prêmio Qualidade Brasil como melhor atriz o que deixou Cláudia Raia bastante zangada. Quem não se lembra no ano de 2008, onde Cláudia era favorita ao prêmio de melhor atriz de teatro musical com a peça Sweet Charity e perdeu para quase desconhecida Amanda. A atriz Global não se aguentou de tanta raiva e deixou a o local antes do término da cerimonia.


Outro super fofo foi Rodrigo Negrini que substituiu o Jonatas Faro, que se acidentou na gravação de “Aparecida”, de Tizuca Yamasaki e pegou uma licença de uns 15 dias. Mas acho que não ficou devendo em nada, foi até difícil acreditar que ele era o substituto, não duvido nada que ele seja até melhor que o ator original. Aqui cabe um parêntese para uma fofoquinha, a atriz Danielle Winnits teria trocado o seu marido Cássio Reis pelo adolescente Jonatas Faro, que é o seu par romântico em Hairspray.

Falando nisso, para apimentar, como essas fogosas nunca param, diria inclusive para Jonatas se preocupar ou voltar logo ao batente, já que ao meu ver, Rodrigo Negrini também é um bom partido. Lembro nesses programinhas da tarde quando a Eufrásia dizia que fulano tinha o bilau desgovernado. No caso, arrisco dizer que é bacurinha alocada.

Um detalhe bastante preocupante é que nas fotos de divulgação de Hairspray é que não incluem personagens do elenco negro, como Motormouth Maybelle e Seaweed,ambos em papeis também de protagonistas, num espetáculo que fala de preconceito racial, foi impossível não perceber.

HAIRSPRAY. Teatro Bradesco. Shopping Bourbon, R. Turiassu, 2.100, Perdizes, tel. 3670-4141. Quinta, 21h; sexta, 21h30; sábado, 17h e 21h30; domingo, 18h. Em cartaz até 28/03. Classificação: 14 anos. Ingressos: R$ 50 a R$ 170. Cc: American Express/Diners/Mastercard/Visa. Cd: Cheque Eletrônico/ Mastercard Maestro/ Redeshop/ Visa Electron. Onde comprar: no teatro (seg. a qui. 12h/20h; sex. e sáb. 12h/22h; dom. 12h/20h); com taxa pelo tel. 4003-1212 ou pelo www.ingressorapido.com.br.

 

Atualização em 22/03 – Jonatas Faro era ator de Chiquetitas:

Gente, ando meio sem tempo para escrever, sorry. Tô preparando as coisas do aniversário, viagem, natal, chá de panela da amiga, conserto (que não será consertado) do meu Vaio, compras para natal, amigo secreto e afins. Ando exausta, há três semanas não sei o que é ficar em casa após o trabalho, sendo assim, estou desculpada pelo meu sumiço no blog.

Hoje vou dar uma dica de uma peça de teatro que vi no domingo passado, chama-se Avenida Q, também é um musical readaptado da Broadway. Todas as vezes que estive em New York, o Avenue Q nunca foi um espetáculo que me chamou atenção. Acho que como tem bonecos, meio que descriminei a peça, achando que seria algo meio infantil, e nada disso. O texto é hilário, até muito meio sexual, totalmente contemporâneo e adaptado para o lifestyle brasileiro. A gente dá risada do início ao fim. Como sentei na primeira fila, os atores meio que conversam com a gente. Vale super a pena.


No fundo: Ursinha do Mal, Renata Ricci, Ursinho do Mal, Maurício Xavier e Gustavo Klein.
No meio: Rod, André Dias, Dona Coisa Ruim (Marisa Letícia!), Princeton, Kate Monstra, Sabrina Korgut, Nicholas, Lucy de Vassa, Fred Silveira e Trekkie Monstro.
Na frente: Claudia Netto e Renato Rabelo.

André Dias que interpreta Princeton e Rod dá um show de interpretação. Para os marmanjos que gostam de pornô, fica a dica, os bonecos fazem sexo, experimentam várias posições. Foi à parte que meu pai, besteirento que só, mais gostou.


Quinta-feira, dia 6 de agosto, a convite da IBM, fui com meu pai a Sala São Paulo (complexo da Estação Júlio Prestes), assistir ao concerto da Orquestra Sinfônica de São Paulo. Ficamos na primeira fila do coro, um local super privilegiado. Em minha frente, há menos de 10m de distancia, estava ele, Fernando Henrique. Quis muito tirar uma foto com o ex-presidente, mas, como era de se esperar, ele saiu antes do final do show, provavelmente para não causar tumultos.


O regente foi o francês Yan Pascal Tortelier. Para quem não sabe a Orquestra Sinfônica de São Paulo – OSESP, é conhecida mundialmente e inclusive foi indicada pela revista inglesa Gramophone como uma das três orquestras no mundo nos quais deve se prestar atenção, embora não seja meu estilo musical favorito, valeu a pena prestigiar um evento desse tamanho.

Estou ficando chic, freqüentando os mesmos eventos do ex-presidente. Antes do show, fomos a um luxuoso cocktail num mezanino no mesmo local, digno de Sex and the city. Vejam algumas fotos que tirei meio escondido, porque dava a maior vergonha fazê-lo, só dava eu e as fotografas do evento com câmera na mão.

Tinha muita vontade de conhecer como tinha ficado a sala São Paulo e não me decepcionei!

Fazia tempo que não passava por aqui dando minha opinião sobre peças de teatro, filmes e afins. No domingo (24/05) fui assistir a peça de teatro A mulher de vestido preto que é simplesmente hilária.

Desde março em cartaz na capital paulista, a história é de Cleusa Maria uma mulher divorciada, mãe de dois filhos que narra de forma divertida a sua luta para conseguir um homem! O God, nos mulheres estamos sempre atrás deles! O legal é que no texto tem muitos ícones do nosso convívio comum e o figurino, assinado por Mira Haar é engraçadíssimo cheio de exageros, me fez lembrar algumas colegas de trabalho que usam aquela combinação over de estampa de zebrinha, por exemplo, na tiara, brinco, cinto, anel, lenço, bolsa e sandália tudo ao mesmo tempo! A atriz principal aparece com terninhos a la Coco Chanel e bolsa com o símbolo da grife parisiense, num outro momento é o xadrez consagrado pela Burberry que toma a cena no trend coat, bolsa e exarpe, uma loucura do começo ao fim.

A peça é estrelada por Cristina Mutarelli no papel principal, interpertando Cleusa Maria. Existe um outro ator, o Nilton Bicudo, que faz várias personagens de apoio para ilhustar os causos que Cleusa Maria conta. Ficará em cartaz apenas até o o próximo dia 31, no teatro Alpha e tem a duração de apenas 1h.