Blog do Sonho Eterno

Archive for the ‘São Paulo’ Category

Minhas experiências na rodoviária dão o que falar. Da última vez que deixei meu namorado lá, com o coração partido, passei por uma situação bastante comum na cidade de São Paulo. Uma senhora com os cabelos úmidos me parou na plataforma de embarque:

-Por favor, pode me dar uma informação.

Imediatamente parei, já disposta a informar onde fica o centro de informações da rodoviária, pensei que me perguntaria qualquer coisa sobre o embarque. Quando ela soltou:

-E se de repente eu precisar ficar uns dias em São Paulo e não tiver dinheiro?

Embora achei engraçado a forma de pedir dinheiro, me desculpei e falei que não tinha nada. Aliás sou um pouco contra alimentar essa gente. Vai que ela vai comprar drogas? Outra coisa, sou a favor de viajar, mas creio que só devemos fazer quando temos dinheiro. Por isso São Paulo está como está. Muita gente vem para cá atrás de emprego e dinheiro fácil, muitos acabam marginalizados, super populando a cidade, trazendo caos e violência. Por isso, não se iludam que a vida em São Paulo vai ser mais fácil

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Praça de Natal foi inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (3), na Avenida Paulista, em SP.
 
A avenida mais badalada da capital paulista recebe muitos visitantes, executivos, turistas e afins durante o ano todo, porém no natal a avenida fica super concorrida. Todo mundo querendo ver a decoração de natal… Todos capricham porém são os bancos que mais se empenham, é um concorrendo com o outro para ser o dono da decoração mais opulenta do ano. No entanto para quem ainda não foi e está pensando em ir, fica a dica. De noite, e até de madrugada o transito fica carregadíssimo, vai levar umas 2h para chegar a avenida e cruzá-la dos dois lados, por isso, se quiser fazer esse passeio, tenha tempo. A decoração vale a pena? Eu que odeio transito congestionado acho que não vale não. Quem quer ir de madrugada tenha uma coisa em mente, muito possivelmente vai pegar engarrafamento e se frustrar, pois a maioria dos prédios apagam sua decoração as 0h.
 

 

Hoje cedo, antes mesmo de entrar no trabalho, o que significa ser antes das 7h da manhã (aqui em SP nós trabalhamos bem cedo) dei uma passadinha básica no banco Itaú que tem em frente de casa para fazer um depósito para reservar vaga numa pousada a qual foi me hospedar no réveillon. Para minha surpresa, eu que não sou cliente, ou seja, não tenho o cartão do banco, não pude utilizar as máquinas de auto atendimento para fazer o depósito. Fiquei passada! Não sei se é o sistema do banco que protege o horário ou se somente clientes usam as máquinas, só sei que não deu certo.

Fico impressionada como que nos dias de hoje alguns bancos incentivam a formação de filas, porque eu teria que me dirigir a agência no horário que ela estivesse aberta, ou seja, das 10 as 16h e ficar que nem uma tonta na fila. Acho muito estranho em tempos de tecnologia um banco estar tão obsoleto. Como dizia um amigo do passado “vanguarda do atraso”.

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Como sempre digo, a gente não tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão e quando se fala em varejo, o lema de qualquer empresa deveria ser “fazer bem pela primeira vez e sempre”! No entanto não é isso que a gente freqüentemente observa.

Quando o assunto é casamento, outras bodas, festa de debutante, formatura… não tem como fazer no dia seguinte, a festa é naquele dia e tudo precisa beirar a perfeição.

Esse ano meus pais completaram 30 anos de casados e resolveram comemorar essa data com uma linda festa de bodas de pérola. Para facilitar nossa vida, já que tínhamos que acertar muitos detalhes em apenas dois meses, decidimos escolher nosso vestido via internet. Entramos no site de várias marcas e escolhermos a grife de festas Suely Cencini. Fomos a loja do Shopping Morumbi experimentar e escolher nosso modelo.

Como estava calor, fomos usando rasteirinhas e roupa de verão. Creio que os vendedores nos acharam meio maltrapilhas, pois ninguém se ofereceu a nos ajudar logo quando entramos na loja. Quando achamos nosso vestido na arara. Minha mãe pode provar eu não, porque creio que o vendedor achou que estávamos apenas especulando e fingiu que não percebeu que queria ver o vestido. Tudo bem, como queria aquele modelo, comprei mesmo assim. Somente após pagar, a moça tirou minhas medidas, o vestido seria confeccionado nela. Embora tenha considerado o atendimento muito ruim, somente não desisti porque havia gostado muito do vestido.

Estive um pouco ansiosa quanto ao resultado do vestido em meu corpo, como não experimentei no dia, fiquei com medo de me engordar, já que estou uns quilinhos acima do meu peso ideal. No dia da primeira prova coloquei um corpete número 46, acho que a moça que tirou minha medida estava com tanta má vontade que me mediu que nem o nariz, no final levei um corpete número 42! Mas até aí não estava completamente brava e insatisfeita.

No dia da prova final, já com o corpete com o número correto tive uma assustadora surpresa. Quando a vendedora fechou o corpete em meu corpo, o zíper voou de sua mão, deixando-me com as costas completamente nuas. Na mesma hora a vendedora levou o corpete à costureira afirmou ter arrumado a peça, acreditei é claro! A vendedora colocou o corpete no meu corpo e eu não percebi que na realidade não estava nada arrumado apenas “maquiado”.

Não experimentei o vestido em casa antes e somente no dia da festa, 40 minutos antes da minha entrada na cerimônia, entraria com meu pai, fui colocar o vestido antes de me maquiar. Quando minha prima o fechou, aconteceu a mesma coisa que aconteceu na loja, o fecho do zíper saiu por cima deixando-me desesperada. Como ia ficar numa festa de peito de fora? Não tinha preparado um vestido “plano B” até porque, paguei o vestido muito bem pago e era a obrigação dele me atender no meu primeiro uso. Tentei arrumar o zíper, não consegui, minha prima tentou e não conseguiu. As duas maquiadoras que estavam lá também tentaram e não conseguiram. Uma tia também tentou e não teve sucesso. Nisso eu não me maquiava, porque estava desesperada tentando achar uma solução. Os convidados já estavam chegando e eu estava pelada! Ou seja, o vestido Suely Cencini estava atrasando a festa dos meus pais. Até que minha tia teve a idéia de chamar o seu marido, que é muito jeitoso e conseguiu arrumar o zíper. Porém com medo de ficar completamente nua, não o fechei até o fim, pois faltava o tal metal que segura o final do zíper.

Resolvi compartilhar com vocês a minha experiência para alertar contra os produtos dessa marca, assim como de qualquer outra. Sempre é bom testar, olhar, analisar porque no mundo está cheio de gente de caráter duvidoso que te engana para fechar uma venda ou se ver livre da gente.

Algumas pessoas pediram para ver meu vestido, ele de fato é lindo, porém defeituoso.

Eu usei exatamente esse vestido preto da esquerda e minha mãe usou esse vestido vinho, só que  na cor prata, um cinzinha bem clarinho.

Já reclamei do produto no site da marca, vamos esperar algum contato. Quando tiver atualização, comunico vocês.

Fazia um tempão que queria levar o Juninho, meu namorado mineiro, para fazer um dos passeios mais paulistanos que tem, um piquenique no parque. A priori almejava levá-lo ao Jardim Botânico de São Paulo, mas os outros convidados (mãe, pai, Lais e Fernanda) acharam melhor irmos a um local mais próximo de casa, então fomos ao Parque Vila Lobos mesmo.

Levei toda a minha tralha. Minha toalha xadrezinha nova, copos e pratos de metal, são mais práticos para carregar, como não quebram não exigem um embalar de uma forma especial. Fiz torta de pão de forma lacto-vegetariana, que geralmente é um sucesso e realmente todo mundo elogiou, meus tradicionais pãezinhos de queijo sem ovos, bolo Nega Maluca também sem ovos e bolacha goiabinha sem ovos. Afinal de contas, a gente que é criativo consegue comer praticamente de tudo sem causar sofrimento animal. A Fernanda levou brigadeiros caseiros, que são muito mais gostosos. Minha mãe é do tipo “vamos comprar alguma coisa e levar”, mas a comida feita pela gente é muito mais gostosa por causa do amor. Eu acredito completamente na energia que transmitimos para nossos alimentos. A Lais levou as bebidinhas.

Coloquei a toalha numa das mesinhas que tem no parque. A intenção inicial era a toalha no chão, mas como ali permitem entrada de cãezinhos, fiquei preocupada de colocar nossos alimentos no xixi. Todo mundo saboreou nossos quitutes, depois terminamos o programa com um belo passeio no parque. E no caso meu e do Junior, demos uma voltinha rápida de bicileda dupla. Foi meu debute nesse tipo de equipamento, e confesso que achei meio atrapalhado. Como eu e meu namorado somos altos, ele ficou com dor nas costas e eu com dor nos joelhos já que a bike não permite muitos ajustes.

Quero agora fazer um piquenique romântico com ele, de toalha no chão, balão de gás, cestinha de vime e comidinhas feitas com muito carinho. Claro que os beijinhos são serão as vedetes do passeio.

Pessoal, sábado, dia 15/05 acontece na Praça Benedito Calixto mais um show do meu primo Leonardo. O show tem previsão de começar as 14h, todos são convidados.

Mais informações leia o informativo dos organizadores.

II Prêmio “CARRANO” de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos

 

Dia 27 de maio completa-se dois anos da morte de Austregésilo Carrano Bueno, dramaturgo, militante da luta antimanicomial e autor do livro “Canto dos Malditos”, que originou o filme “Bicho de sete cabeças”, que junto com o livro revolucionou a história da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Carrano se destacou como o principal militante pela Luta Antimanicomial em nosso país. Eleito em congresso na cidade de Xerém-RJ, atuou nos últimos anos como representante dos usuários na Comissão Nacional de Reforma Psiquiátrica do Ministério da Saúde, chegando a receber, em 2003, uma homenagem das mãos do presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, por seu empenho na Reforma Psiquiátrica. Além das torturas sofridas nos “chiqueiros psiquiátricos” – como dizia – Carrano sofreu vários processos judiciais por sua militância, principalmente por parte dos familiares dos médicos responsáveis pelos “tratamentos” recebidos nas passagens pelos locais onde foi internado, confinado e torturado. Carrano continuou militando até seus últimos dias no Movimento da Luta antimanicomial, mesmo com a saúde debilitada, no dia 18 de maio de 2008, participou do Dia Nacional de Luta Antimanicomial em Belo Horizonte.

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Nos últimos cinco dias fui a 3 teatros, vi duas peças e um show, baseado nas músicas também de uma peça de teatro. Quem acompanha o blog com mais afinco sabe o quão fã de teatro eu sou. Tudo bem que não é um tipo de arte muito popular, já que os ingressos, até para quem paga meia-entrada podem ser meio salgados, mas os atores precisam sobreviver. Embora seja da seguinte opinião, nos acostumamos a ganhar pouco. Triste constatação.

 

No feriado, meio chato porque foi bem no meio da semana e não nos possibilitou a viajar, fui ver Mamma Moa – O Show no teatro Bradesco, lá no Shopping Bourbon. Imagina a maior parte dos paulista sem ter que trabalhar, em casa a toa durante um dia inteirinho, o que aconteceu? Todo mundo foi para o shopping e o Bourbun estava insuportável mente lotado, lotado de nos deixar suando e ser desagradável para se locomover de tanto ter que desviar das pessoas. Lotado a ponto de ter que ficar 20 minutos na fila do Mac Donald’s para comprar um frozen yogurt e desagradável a ponto de não conseguir conversar com alguém em seu lado em tons normais. Aquele zun-zun-zun de grandes aglomerações.

 


Banda ABBA Magic.

O show que fui assistir era o Mamma Mia – O show, honestamente, não tirando o talento do pessoal, mas fiquei meio decepcionada, esperava ver algo mais autoral, no entanto foram duas bandas Abba Magic, da Inglaterra e a brasileira Rod Hanna fazendo cover de Abba. Foi divertido, dançamos e ficamos suadas novamente. cabe um


Aqui cabem parênteses para falar da estrutura do teatro Bradesco. As vezes que fui lá fiquei na platéia, uma região mais nobre do teatro e foi tudo maravilhoso. Dessa vez fiquei no balcão, uma espécie de mezanino com ingressos um pouco mais baratos. Como fiquei bem no centro do teatro, tive que pular alguns mal-educados, que não se mexeram para nos dar passagem, como estava de salto e tenho um pé enorme, número 39, quase cai, porque como ali é mais apertado e tem um vão entre a cadeira e o chão. Um horror.

Outro ponto ruim foi a saída. Não saímos junto com o povão do teatro, fomos primeiro jantar no America, que amo e tem muitas opções para vegetarianos. Mas na hora de sair no estacionamento, mesmo assim, me senti na avenida Rebouças em pleno horário de rush. Filas enormes e buzinas alucinadas, como se isso fosse ajudar sair mais rápido do local. Ignorância, só faz prolongar e intensificar o nosso sofrimento.