Blog do Sonho Eterno

Posts Tagged ‘Brasília

No final de semana fui com meus pais para Pirenópolis, uma cidadezinha simpática do interior de Goiás. Embora a ausência do mar, o clima e a arquitetura, aquelas casinhas antigas que a porta já tá para a rua, me lembraram Paraty, um dos lugares mais fantásticos do Brasil.


Fomos de avião até Brasília e alugamos um carro no aeroporto. Aqui fica a dica, como a Localiza é a Cia de aluguel de carro mais famosa, é a mais cara e com os carros mais surrados. A primeira vez que fomos para lá, alugamos um carro 1.0 na Localiza. Dessa vez alugamos numa que chama Alpha. Por um preço inferior levamos um Fox 1.6, num estado muito melhor.


Pirinópolis é uma cidadezinha de interior. Sua gente, sem exceção, todos que nos atenderam nas lojas e nos restaurantes foram extremamente educados e agradáveis. Coisa até que achamos um diferencial. Brincamos que em Piri todo mundo era bem educado.

Esse rio fica bem no centro da cidade e é limpinho. As pessoas de esbaldam nele e fazem piquenique em suas margens. Às vezes penso que esse sossego que é qualidade de vida. Se a gente fica assim à toa em São Paulo, corre o risco de ter até as lingeries roubadas.

Ficamos hospedados numa pousada chamada Vila Bia. No cartão de boas-vindas do quarto eles se gabam que o local foi um dos cenários da novela Estrela Guia, aquele fracasso estrelado pela cantora Sandy. Quem se lembra? De fato o terreno é bem pitoresco, mas acho que perde no atendimento e no quarto.

Em pleno outono, e fazia frio, em nosso quarto só tinha uma coberta para 3 pessoas. O edredom era tão fino, tão fino que só senti a parte de algodão surrado, aquela parte acolchoada de dentro da coberta há muito tempo não deveria existir. Com medo de passar frio, fomos pedir mais uma coberta. A moça da recepção falou que ia ver se tinha. Como assim? Uma pousada no meio do nada não tem cobertor? E voltou com outro edredom um pouco mais surrado e fino do que tinha no meu quarto. Tivemos que colocar roupas, não roupas confortáveis de dormir, mas roupas de passear para dormir e não passar frio. Não recomendo a pousada ao menos que vá ao verão ou leve seu próprio cobertor.


Almoçamos num restaurante chamado Bistrô do Cheff e fomos atendidos por um amorzinho de pessoa, o Leo, que era todo prestativo e nos contou várias histórias sobre a tradicional festa do divino. A comida também de primeira e muito bem apresentada. Claro que não consegui comer todo esse patrão de penne, mas confesso que estava uma delícia.


Essa mascara estava no finalzinho do restaurante e ainda não foi usada, por isso não tem o olho vazado. O Leo nos contou que ele fica um ano se preparando para a festa. Deve ser mesmo, porque a festa tinha sido há uma semana e ele já estava com uma mascara nova!


Andando pelas ruas de pedras da cidade, achei uma sorveteria com sorvetes deliciosos e exóticos. Provei três sabores, mas super recomendo o de mirtilo. Coloquei a foto da frutinha ao lado da foto do local, para quem não conhece. Essa é uma das minhas frutas favoritas. Em NYC vende em qualquer esquina e eu me empanturro delas. Amo muito. O sorvete, como era de esperar, é maravilhoso. Em cada cidade eu tenho uma sorveteria que gosto e elejo o melhor sorvete, em Paraty, por exemplo, o sorvete da vez é o de gengibre… huuuuum! Doce e ardido. Muito gostoso.


Lá tem uma igrejinha, na verdade uma capela, que era privada e hoje em dia é um museu. O curador, muito querido por sinal, estava muito desgostoso dizendo que relíquias da cidade foram vendidas para um investidor paulista a preço de banana e que um dia eles recuperariam as peças que foram vendidas… bom, se foram vendidas, ainda que por preços injustos, os objetos são de quem comprou, né?


Para não perder o hábito e homenagear o santo de ontem, uma fotinho dele o casamenteiro.


As moradias de Pirenóplois são em sua maioria dessas que a porta dá para a rua, sem portões. Acho uma graça, fora que uma cidade onde se é possível viver assim, os índices de criminalidade devem sem bem baixos. O único pormenor a meu ver, pelo menos para a gente da cidade grande é o tédio.


Adoro esses negócinhos de metais. Queria comprar um de cada.


Jantei num restaurante chamado Lua Cheia. A fachada dele é bem interessante, toda iluminada por lustres que realmente lembram a lua. Como ele fica mais afastado do burburinho, percebi que é freqüentado pelos locais, porque todo mundo que chagava se cumprimentava. O atendimento é bem simpático, as comidinhas deliciosas e o que achei fofo é que para todo mundo eles oferecem um tira-gosto de jiló, nunca comi um jiló gostoso na vida, foi a primeira vez. O garçom nos disse que é uma invenção local para um concurso de gastronomia.


Andando pelas ruas de Pirenópolis achei esse gatinho, adoro gatos, fiquei um tempão brincado com ele.


Olha só o que encontrei mais afastado da parte boa da cidade. Uma igreja Mundial, aliás, encontrei essa igreja ao longo de toda rodovia.


Achei pitoresco, a delegacia da cidade ficou o tempo todo fechada.


Olha a danceteria, muito várzea, vai fazer um negócio desses em São Paulo que é garantia de fracasso. Aqui as boates são lindíssimas, com fachadas opulentas e bem decoradas, vide o Itaim ou a Vila Olímpia.


Nosso hotelzinho em Brasília.Voltamos para o DF no domingo de tarde, porque íamos embora na segunda bem cedinho, afinal de contas, trabalhar é preciso!

Para finalizar, uma foto no Congresso Nacional, quem for a Brasília super recomendo uma visitinha lá durante o dia para conhecer. O local é lindo e bem interessante por dentro. O visitei noutra oportunidade, é claro. Nessa noite da foto tinha umas pessoas acampadas bem em frente ao congresso, não sei se eram ciganos ou sem-teto. Vi alguns manifestantes com uns bonezinhos verdes, mas me deu um pouco de medo.

No prédio do Banco Central do Brasil em Brasília funciona o Museu de Valores do Banco Central do Brasil, onde podemos ver as moedas de todas as épocas, inclusive as mais raras, de nosso país. Além das moedas em metal, há um inimaginário número de cédulas, tanto as brasileiras como de vários outros países. É impressionante como dos anos 80 e 90 a mudou diversas vezes, eu lembrava de todas as cédulas. Meu pai, bancário, fica fascinado pelo local, eu achei mais ou menos, interessante, mas prefiro ver quadro.

No mesmo local funciona um museu de ouro, tem pepitas não lapidadas, lapidadas, ouro do Brasil todo e do mundo, além da maior pepita já achada. Queria ter só uma barrinha de ouro para fazer umas jóias para mim, ou sair dessa pindaíba…

Ao final da visita, a gente recebe uma moedinha do Banco Central, que eu já perdi e R$600.

Não vai se animando não, porque é tudo triturado!


Também podemos levar um folder de curiosidades e um livreto com todo o conteúdo do museu.

Ainda no Banco Central podemos apreciar uma exposição de Candido Portinari, que na ocasião estava completamente vazia! A exposição começou no dia 18 de agosto de 2009 e fica lá até o dia 27 de junho de 2010. O funcionamento é de terça a sexta das 10h as 17:30h e nos finais de semana das 14h às 18h.

Eles distribuem roteiro de visitação e o folheto da restauração em português, inglês e espanhol. São 15 obras do pintor brasileiro de valor inestimável, até por isso, a segurança estava bastante reforçada. As técnicas do artista na exposição varia entre óleo sobre tela e têmpera sobre tela. Vale muito a pena a visita, principalmente para aqueles que gostam de arte e pintor.

Local: Galeria de Arte do Banco Central
Edifício-Sede do Banco Central do Brasília
SBS – Quadra 3- Bloco B
8º andar – Brasília

Me siga também no Twitter.

Dicas de uma inexperiente: Brasília é um planalto, venta muito. Eu só levei vestidinhos curtos, mas não é uma boa escolha, acho que meu bumbum ficou a mostra muitas vezes.
Não se esqueça de passar filtro solar, essa dica vale para todos os dias, em qualquer lugar, mas lá é muito quente, o sol é de rachar.
O clima é quente e seco, sendo assim, sempre tenha uma garrafinha de água em mãos para se hidratar. Se morasse em Brasília teria que ter um rinossoro na bolsa para toda hora umedecer o nariz. A gente que vive na terra da garoa, meio que sofre lá. O bom é que as roupas não devem mofar no guarda-roupa como acontece no litoral.
Para entrar no Banco Central você vai precisar mostrar um documento com foto, não deixe de levar.

Acho que todo mundo que via a Brasília quer conhecer o Palácio da Alvorada, a residência oficial do presidente da republica. Comigo não foi diferente, alias, meu hotel estava ao lado, em todas as entradas e saída, sempre via a casa do presidente, mas não tinha nenhuma chance de ver o Lula nem de passagem, já que ele estava fora do país e fica bem pouco por aqui.

O Palácio Alvorada, considerado um ícone da arquitetura moderna brasileira, fica às margens do lago Paranoá, tendo sido o primeiro edifício inaugurado em Brasília, em 30 de junho de 1958, também foi projeto de Oscar Neimeyer. Ele tem um espelho d’água e um enorme gramado verde o que dá uma falsa sensação de assecibilidade a casa do presidente que parece flutuar lá no fundo. O formato diferenciado dos pilares externos da edificação deu origem ao símbolo e emblema da cidade, presente no brasão do Distrito Federal. Tal formato foi, inclusive, largamente copiado em construções populares em todo o país, o que o tornou eventualmente sinônimo de uma estética kitsch quando aplicado em outros contextos.

Não deixem de ver uma das cerimonias da bandeira, as 8h ou as 18h, feita pelos Dragões da Independencia.

O endereço para correspondencias do local é:

SPP
Zona Cívico-Administrativa
Brasília – DF
CEP 70150-903

Me siga também no Twitter.

Dicas de uma inexperiente:

  • Brasília é um planalto, venta muito. Eu só levei vestidinhos curtos, mas não é uma boa escolha, acho que meu bumbum ficou a mostra muitas vezes.
  • Não se esqueça de passar filtro solar, essa dica vale para todos os dias, em qualquer lugar, mas lá é muito quente, o sol é de rachar.
  • O clima é quente e seco, sendo assim, sempre tenha uma garrafinha de água em mãos para se hidratar. Se morasse em Brasília teria que ter um rinossoro na bolsa para toda hora umedecer o nariz. A gente que vive na terra da garoa, meio que sofre lá. O bom é que as roupas não devem mofar no guarda-roupa como acontece no litoral.


Quem me conhece há pelo menos meia hora sabe o quanto gosto de roupas e ritos cerimoniais, sendo assim, é desnecessário dizer como amei os Dragões da Independência. Não sabia que existia essa espécie de soldadinho de chumbo aqui no Brasil, já tinha visto algo parecido na cada rosada em Buenos Aires, mas choquei quando vi nossos exemplares.

Para quem não sabe, os Dragões da Independência são o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), é também uma Unidade do Exército Brasileiro. A criação da Unidade remonta a 1808 pelo Príncipe Regente D. João. Com a Independência do Brasil, transformou-se na Imperial Guarda de Honra Dos Mosqueteiros de D. Pedro I (1822-1831), uma curiosidade, eles usam a mesma roupa desde sua criação, salvo pequenas modificações. sigla “PI” (Pedro I), que era usada como tope do capacete, foi substituída por uma estrela, e as Armas do Império, estampadas nos talins, foram substituídas pelas Armas da República. A cor dos penachos dos capacetes, que sofreu alterações também em dias mais atuais, ficou distribuída da seguinte forma:
• o branco é reservado ao comandante do Regimento;
• o verde é utilizado pela fanfarra;
• o amarelo é utilizado pelos oficiais até o posto de subcomandante; e
• o vermelho pelos praças.
A guia nos levou ao Palácio Alvorada e tinha um dragão protegendo a residência do presidente. Na verdade a presença dele é mais simbólica do que tudo, devem ter soldados fortemente armados em todos os lados para proteger o presidente de republica, o dragão é só uma imagem meramente simbólica.

Fui vê-los três vezes. A primeira com a guia, a segunda para vê-los tirarem a bandeira às 18h e a ultima vez às 8h, quando eles ateiam a bandeira. A cerimônia é muito teatral e interessante. Eles fazem cara de mal e batem as botas e faz um ruído interessante, marcham em formação, são tão alinhados, que parece não ter nenhum fio de cabelo fora do lugar. Depois que eles passam, vem um molequecotes do exercito tradicional, e depois de tanta linha dos Dragões, eles parecem desleixados e desarrumados, e acho que são. Dá até medo do fuzil que eles carregam nas mãos. Ui.

O que me chamou a atenção é que, como fui muitas vezes lá, os rostos se tornaram familiares, percebi que o contingente não era muito grande e que em todas às vezes os soldados eram o mesmo. Aqui vem uma dúvida, aonde eles vão após marcharem? O que eles fazem depois das cerimônias das bandeiras? Quem souber me diga.

Me siga também no Twitter.

Dicas de uma inexperiente:

  • Brasília é um planalto, venta muito. Eu só levei vestidinhos curtos, mas não é uma boa escolha, acho que meu bumbum ficou a mostra muitas vezes.
  • Não se esqueça de passar filtro solar, essa dica vale para todos os dias, em qualquer lugar, mas lá é muito quente, o sol é de rachar.
  • O clima é quente e seco, sendo assim, sempre tenha uma garrafinha de água em mãos para se hidratar. Se morasse em Brasília teria que ter um rinossoro na bolsa para toda hora umedecer o nariz. A gente que vive na terra da garoa, meio que sofre lá. O bom é que as roupas não devem mofar no guarda-roupas como acontece no litoral.

O memorial JK é um espaço dedicado a Juscelino Kubitschek, e foi sem dúvidas o local preferido de mamãe. A entrada é R$4 e é mantido pela família do ex-presidente, por isso o custo. O prédio também foi projeado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 12 de setembro de 1981. No local, encontram-se o corpo de JK, diversos pertences, como sua biblioteca pessoal, e fotos tanto dele como de sua esposa Sarah, roupas da época para fashionista nenhuma botar defeito, como a casaca de JC usado na posse em 1956. Além de apresentar obras projetadas por Athos Bulcão (aquele monte de bola) em sua área externa, um vitral desenhado pela artista Marianne Peretti, que é divinamente linda. Em frente ao prédio, tem um pedestal de Neymeyer junto com escultura de JK de autoria de Honório Peçanha.

Gostaria de ter ficado mais no local, como estava com a guia do city tour tivemos que sair logo de lá. Recomendo muito essa visita. O prédio é lindo e os prentences de JK não tem valor estimado.Cá entre nós, ele era baixinho?

Me siga também no Twitter.

Dicas de uma inexperiente:

  • Brasília é um planalto, venta muito. Eu só levei vestidinhos curtos, mas não é uma boa escolha, acho que meu bumbum ficou a mostra muitas vezes.
  • Não se esqueça de passar filtro solar, essa dica vale para todos os dias, em qualquer lugar, mas lá é muito quente, o sol é de rachar.
  • O clima é quente e seco, sendo assim, sempre tenha uma garrafinha de água em mãos para se hidratar. Se morasse em Brasília teria que ter um rinossoro na bolsa para toda hora umedecer o nariz. A gente que vive na terra da garoa, meio que sofre lá. O bom é que as roupas não devem mofar no guarda-roupas como acontece no litoral.

A Praça dos Três Poderes está localizada no eixo munumental em Brasilia. É um amplo espaço aberto entre os três edifícios que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto (Executivo), o Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e o Congresso Nacional (Legislativo). Como em quase todos os logradouros de Brasília, a parte urbanística foi idealizada por Lúcio Costa e as construções foram projetadas por Oscar Niemeyer.

Não é uma praça tradicional, não tem árvores e nem bancos, a intenção dos prédios construídos com muitos vidros era que um pudesse ver o outro de dentro do prédio. A vista com Congresso, por exemplo, é linda para o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

Na face leste da praça está o Museu Histórico de Brasília, em cuja fachada se pode admirar uma escultura da cabeça de Juscelino Kubitscheck. Na Praça encontra-se ainda o Pombal, uma escultura de Niemeyer, em concreto, encomenda da primeira dama Eloá, mulher do presidente Jânio Quadros. Também na Praça está o Mastro da Bandeira, um monumento de autoria de Sérgio Bernardes de cem metros de altura e que consta no Guiness Book como a maior bandeira hasteada do mundo.


No subterrâneo dessa praça, fica o Espaço Lúcio Costa. Muito se fala de Oscar Niemayer, mas poucos sabem que Lucio Costa de projetou propriamente dita a cidade de Brasília. O espaço foi criado por Niemeyer e inaugurado em 1996 para homenagear Lucio Costa. No local tem uma maquete enorme do Plano Piloto de Brasília, fotos e vídeos relacionados à cidade.

O centro Cultural Três Poderes, que abriga o Museu da Cidade, o Panteão da Liberdade e Democracia e o Espaço Lúcio Costa estão aberto diariamente das 9h às 18h. Maiores informações (61) 3325-6244 / (61)3325-6162

Brasília é tão encantadoramente linda que nunca pensei em conhecer lugares tão bacanas sem pagar nada.

Me siga também no Twitter.

Dicas de uma inexperiente:

  • Brasília é um planalto, venta muito. Eu só levei vestidinhos curtos, mas não é uma boa escolha, acho que meu bumbum ficou a mostra muitas vezes.
  • Não se esqueça de passar filtro solar, essa dica vale para todos os dias, em qualquer lugar, mas lá é muito quente, o sol é de rachar.
  • O clima é quente e seco, sendo assim, sempre tenha uma garrafinha de água em mãos para se hidratar. Se morasse em Brasília teria que ter um rinossoro na bolsa para toda hora umedecer o nariz. A gente que vive na terra da garoa, meio que sofre lá. O bom é que as roupas não devem mofar no guarda-roupas como acontece no litoral.

Pai, eu quero ir aos pratinhos. – repeti isso até finalmente entrar no Congresso Nacional, cheguei a visitar as salas onde tem os pratinhos… Só que minha última foto, antes da minha bateria acabar, é exatamente uma externa do Congresso, foi mal aí.

Gente, super recomendo quem for a Capital Federal ir ao Congresso Nacional, que foi inaugurado em 1960. O Palácio do Congresso Nacional fica na Praça dos Três Poderes. Obra projetada por Oscar Niemayer, talvez a mais famosa, abriga a Câmera dos Deputados e o Senado Federal. As duas torres ladeadas pelas cúpulas dos plenários das Casas Legislativas e pelos espelhos d’água, dão sempre aquela idéia que o arquiteto sempre prezou, leveza e grandiosidade.

As visitas são diárias, inclusive nos feriados, das 90:30h até as 17h. Durante a semana exige do visitante um traje formal, como terno e paletó, nos finais de semana e feriados, pode-se usar um traje mais informal, eu estava com um vestido frente única de algodão.

O tour começa pela entrada principal, pelo salão negro, onde somos recepcionados pelos seguranças que pedem para assinarmos o livro de visitas, algo comum em toda a cidade. Depois nós recebemos um postal muito lindo do Congresso, que se enviarmos para alguém de dentro do senado é de graça. Somos apresentados por um guia que nos levará a conhecer todas as dependências, eu nem acreditei e tudo é gratuito. Se isso fosse em New York, sairia US$40 por cabeça. Entramos no Plenário Ulisses Guimarães, debaixo do pratinho que tem a boca para cima, sentamos nas cadeiras dos deputados e vimos onde eles votam, com autenticação digital, para evitar que um deputado vote pelo outro. O guia nos falou que tem mais deputado do que cadeira, mas acho que isso pouco importa, eles nunca estão lá… Uma coisa que achei bacana foram às cadeiras e sofás de linhas retas genuinamente da década de 60, quando o edifício foi construído, e agora esse mesmo mobiliário estão sendo vendidas como peças modernosas, ou seja, peças atemporais.


Postal que a gente ganha na entrada.

Do outro lado, no prato com a boca para baixo, fica o senado. Embora a sala do plenário seja menor, é muito mais luxuosa. Todos os senadores têm cadeiras marcadas, microfones e laptop individuais. Ali na sala tem uma bandeira abaixo da mesa. Isso não é nenhum efeito no tapete. Um faxineiro começou a desenhar no carpete, e o trabalho dele ficou famoso, tanto é que do lado direito tem a Catedral Metropolitana e do lado esquerdo o próprio Congresso. Achei bárbaro.

Do lado do senado visitamos alguns anexos, como o túnel do tempo, ali tem alguns bustos de senadores do passado. Depois desse túnel tem os luxuosos gabinetes, não entramos em nenhum. E bem no final do corredor, uma mobília de um senado de muito antigamente, tinha espaço até para um cinzeiro embutido, na época quando não conhecíamos os problemas do fumo.


Túnel do Tempo do Senado.


Também ganhamos uns livretos sobre o senado e a câmara, além de existir livros especiais para professores com a distribuição gratuita.

E assim, finalmente as fotografias saíram dos livros de história da escola e se tornaram reais. E confesso que devido à beleza arquitetônica e do dia ensolarado, tudo pareceu mais vibrante e feliz. Até porque não tinha nenhum deputado/senador lá.

O Congresso Nacional tem visitas monitoradas diariamente, incluindo finais de semana e feriados, das 9:30h às 17h. Maiores informações (61)3216-1771 / (61)3216-1772

Me siga também no Twitter.

Dicas de uma inexperiente:

  • Brasília é um planalto, venta muito. Eu só levei vestidinhos curtos, mas não é uma boa escolha, acho que meu bumbum ficou a mostra muitas vezes.
  • Não se esqueça de passar filtro solar, essa dica vale para todos os dias, em qualquer lugar, mas lá é muito quente, o sol é de rachar.
  • O clima é quente e seco, sendo assim, sempre tenha uma garrafinha de água em mãos para se hidratar. Se morasse em Brasília teria que ter um rinossoro na bolsa para toda hora umedecer o nariz. A gente que vive na terra da garoa, meio que sofre lá. O bom é que as roupas não devem mofar no guarda-roupas como acontece no litoral.
  • Durante a semana só são permitidas a entrada de pessoas trajando roupas formais, como gravata e paletó, nos finais de semana e feriado é liberado.