Blog do Sonho Eterno

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No final de semana retrasado fui à Nova Gokula, para o casamento de uma amiga, a Nalini. Além do cenário rural da fazenda, da boa comida, dos bichos e até animais silvestres outro espetáculo são as deidades locais. É de parar o transito ou de perder o fôlego de tanta belezura. Tirei algumas fotos que você pode ver abaixo:

Goura-Nitai

Radha-Gokulananda

Rama, Sita, Lakshmana e Hanuman

Salagrama e Govardhana Silas

Gostou? Então vai para lá!

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No cerco de Lanka, o chão ficou coalhado de mortos e de feridos. Lakshman foi gravemente atingido e Rama entrou em desespero com o estado que se encontrava o irmão.

Nesse momento Hanuman atravessou o mar, dessa feita voando em direção ao norte, até o Himalaia, em busca da montanha da vida, coberta de plantas medicinais capazes de curar todo tipo de ferimento e ainda devolver a vida aos mortos.

Vindas da lua, as plantas brilhavam com luz própria.

Lá de cima, Hanuman viu a montanha faiscando. Mas as plantas se esconderam debaixo da terra e as luzes se apagaram, quando sentiram que alguém se aproximava.

Como não havia tempo para desenraizá-las, hanuman arrancou a montanha inteira, com as ervas, árvores, os minérios, rios, animais e, levantando-a com as mãos acima da cabeça, retornou a Lanka.

O vôo rápido aqueceu as ervas que começaram a exalar vapores. Enquanto pairava no ar, à procura de um lugar apropriado para depositar a montanha, o cheiro das plantas se espalhou por todo o campo de batalha e isso foi o bastante para que os mortos recuperassem a vida e os feridos se curassem. Todos se salvaram, romperam o cerco e conquistaram Lanka.
Vencida a guerra contra o Demônio de Dez Cabeças, Sita foi liberada e voltou para a companhia de Rama, de Lakshman, agora completamente curado, de Hanuman, Sugriva, Jambavat e do vitorioso exercito de macacos e ursos.

 

Os demônios, alarmados, avisaram Ravana que um macaco gigantesco causava a maior destruição por onde passava. Exércitos foram enviados para combatê-lo e Hanuman derrotou todos, matando um dos filhos de Ravana.

Um outro filho foi incumbido da mesma missão e depois de muita luta acorrentaram o macaco e levaram-no à presença do Demônio de Dez Cabeças, que perguntou:

-Quem é você, de onde veio e o que quer?

-Sou Hanuman, mensageiro de Rama e vim até aqui para descobrir onde está Sita.

Depois de conversar com seus guerreiros sobre o que fazer com o prisioneiro, Ravana decidiu:

-Deixem-no ir embora mas mutilem-no primeiro. Um macaco é muito apegado à sua cauda. Amarrem nela trapos molhados de óleo e ponham fogo. Quando o macaco sem rabo retornar À casa, trará seu mestre de volta com ele e então veremos que poder tem esse mestre tão elogiado – falou o demônio.

Em toda cidade não sobrou um trapo sequer, nem uma única gota de óleo, porque Hanuman fez crescer a cauda até que ela ficasse enorme. Quando o fogo foi ateado, o vento soprou forte e o macaco não sentiu o calor. Desprendeu-se das correntes, saltou de palácio em palácio, de casa em casa, até incendiar toda a cidade.

Do alto de uma colina contemplou Lanka, destruída pelo fogo. Esfriou a cauda numa fonte e saltou até o bosque onde se achava Sita. Esta lhe deu uma jóia, que usava nos cabelos, para que entregasse a Rama.

Hanuman voou até a praia e lá estavam os ursos e macacos, à espera de notícias. Sabendo que Sita fora encontrada, todos voltaram para o reino.

Lá chegando, prepararam o grande exercito de animais, que acompanharia Rama no resgate de sua esposa Sita, e partiram para a guerra contra Ravana e seus demônios.

Com um santo descomunal, Hanuman lançou-se sobre o mar.

Sabendo que o macaco era filho do vento, o oceano pediu a Mainaka, a montanha submersa, que se erguesse bem alto e se oferecesse como um lugar de repouso para Hanuman.

-Agradeço, mas não posso interromper o vôo – disse ele, apoiado no ar e tocando a montanha com a ponta do dedo.

Quando os deuses viram o filho do vento varando o espaço, resolveram testar sua força e mandaram Surasa, a mãe das serpentes, devorá-lo. No momento em que ela abriu a boca, o macaco duplicou deu corpo. A serpente abriu a boca ainda mais e ele ficou cem vezes maior.

Por fim, quando ela escancarou a bocarra, Hanuman diminuiu de tamanho, entrou lá dentro e tornou a sair.
-Experimentei sua esperteza e sua força – disse Surasa – e foi para isso que os deuses me mandaram. Você será capaz de cumprir a tarefa.

Hanuman continuou o vôo.

Uma figura demoníaca, que vivia no meio do oceano, ao ver na água os reflexos das criaturas que voavam, agarrava-lhes as sombras e elas, assim presas, serviram de comida àquela boca voraz. Quando a diaba pegou a sombra do macaco voador, ele se tornou bem pequeno, entrou no corpo dela, espremeu-lhe o coração e sai pela orelha. A diaba caiu no fundo do mar e foi devorada pelos peixes.

Chegando a cidade de Lanka, Hanuman esperou anoitecer, pousando num rochedo. Depois, tomando a forma de um gatinho, transpôs as muralhas da cidade.

Lankini, a guardiã, percebendo sua chegada perguntou:

-Você aí, aonde vai? Não sabe que todo ladrão intruso é minha comida?

Hanuman lhe deu um soco tão forte que ela vomitou sangue. Mas recuperando-se, levantou e disse que a profecia tinha se cumprido:

-Quando você receber o soco de um macaco, fique sabendo que está tudo acabado com a raça dos demônios – avisavam as palavras proféticas.

Depois de atingir com um salto o palácio de Ravana, de se meter entre os demônios-vigias, de procurar nos jardins e nos pátios, o macaco acabou descobrindo Sita, magra, pálida e abatida, num pequeno bosque atrás do palácio.

Escondido no alto de uma árvore, Hanuman observou a chegada de Ravana, que tentava agradar a moça, sem sucesso. Sita lhe dizia:

-Escute aqui, Dez Cabeças, pode uma flor de lótus florir com a luz de um vaga-lume? Não temes a setas de Rama? Bandido, você me raptou quando estava só. Não se envergonha disso?

Furioso, Ravana ordenou que as bruxas a atormentassem. Mas uma delas resolveu ficar do lado da moça, pedindo-lhe que a salvasse e às suas companheiras, por causa de um sonho profético que tivera. No sonho, aparecia um macaco que incendiava a cidade e matava os demônios e as bruxas, enquanto Ravana, nu, montado num asno, estava com todas suas dez cabeças raspadas e seus vinte braços cortados. Sita prometeu livrá-las da morte.

E foi então que a prisioneira descobriu Hanuman no esconderijo. Apresentando-se como criado e mensageiro de Rama, o macaco lhe entregou o anel conforme o desejo de seu senhor.

-Posso levá-la comigo agora mas não tenho ordens de Rama para fazê-lo. Espere mais uns dias e ele próprio virá com uma tropa de macacos para libertá-la – explicou Hanuman.

-Mas os maçamos são pequenos e os demônios poderosos guerreiros – respondeu-lhe Sita.

Ouvindo isso, Hanuman ficou de um tamanho colossal, mostrando todo seu poder. Despedindo-se de Sita, partiu exibindo aquela forma imensa e derrubando tudo que encontrava pela frente.

Hanuman cresceu no reino dos macacos, vivendo ao lado de Sugriva. Quando, na luta pela coroa, Vali expulsou o irmão, hanuman acompanhou Sugriva em seu exílio nas montanhas.

Um dia, ele viu dois homens se aproximarem. Temendo serem enviados de Vali, pediu a Hanuman que investigasse.

-Sou Rama e este é meu irmão Lakshman -, falou um deles.

E explicou:

-Somos filhos do rei de Kosala e viemos para a floresta em obediência à ordem de meu pai, por causa de uma disputa pela sucessão do trono. Estava comigo minha mulher, Sita, que foi raptada por Ravana, o Demônio de Dez Cabeças. Estamos à procura dela.

Sugriva mostrou a Rama o lenço de Sita e suas jóias, caídos na montanha, quando ela por ali passara, levada por Ravana.

Os macacos prometeram ajuda na busca de Sita. De sai parte, Rama comprometeu a defender Sugriva na luta contra Vali. Com a morte deste, Sugriva se tornou o rei dos macacos.

Para a procura de Sita foram convocados exércitos de macacos e de ursos, seus aliados, que partiram para todos os quadrantes da terra.

Hanuman, o chefe do exercito de macacos, acompanhado de Jambavar, o general urso, foram para o Sul.
Depois de muito caminharem e sentindo sede, resolveram seguir os pássaros que voavam em torno de uma encosta, com as asas pingando água. Chegaram a uma caverna onde entraram, agarrando-se uns nas caudas dos outros.

Lá dentro havia um belo jardim, um lago coberto de flores de lótus, um palácio branco com balcões de ouro e cortinas de pérolas. Uma linda moça os recebeu e os convidou a comer e beber. Todos saciaram a sede e a fome.

-Esta é a caverna das ilusões, de onde ninguém sai por vontade própria. Fechem os olhos e só voltem a abri-los quando eu mandar – ordenou ela.

Cumpridas as instruções, todos se encontraram, no mesmo instante, nas praias do Sul.
Foi então que um dos soldados percebeu que o prazo de um mês, determinado para a busca de Sita, já havia se esgotado. Temerosos do castigo do rei dos macacos e envergonhados por não terem cumprido a tarefa, os soldados resolveram morrer.

Hanuman e Jambavat, o urso, não concordaram com isso e, afastando-se dos outros, caminharam pela praia e puseram-se a conversar. Hanuman contou para o urso a história de Rama e o rapto de Sita. Um abutre chegou na hora exata em que o macaco falava sobre Jatayu, um pássaro que tentava salvar Sita e fora morto por Ravana, o Demônio de Dez Cabeças.

O abutre recém-chegado se apresentou como o irmão de Jatayu e informou a que distancia se achava Lanka, o reino de Ravana, para onde Sita fora levada.

-Aquele que der um salto de mil milhas sobre o oceano e tiver a visão aguda, será capaz de satisfazer o pedido de Rama – dizendo isso, o abutre partiu.

Os macacos ficaram em dúvida sobre a capacidade de poderem cruzar o oceano. Jambavar, o general urso, considerou sua velhice e se julgou incapaz. Um dos soldados estava disposto a se arriscar mas temia não conseguir voltar.

-Escute, poderoso Hanuman, chefe do exercito, você é filho do vento, tão forte e valoroso quanto seu pai, um poço de inteligência e esperteza. Que tarefa há no mundo difícil demais para você cumprir? – falou Jambavat.

Ouvindo essas palavras Hanuman cresceu de tamanho, ficando tal qual uma montanha, o corpo amarelo e brilhante como o ouro.

-Posso saltar sobre o abismo, chegar a Lanka e trazer notícias de Sita – decidiu.

O filho do vento. 

Quando Brahma, o deus criador, descansava, derramou uma lágrima sobre o chão de ouro do monte Meru e assim nasceu o primeiro macaco.

Um dia, ao contemplar seu reflexo no lago e pensando se tratar de um inimigo, o maçado se atirou nas águas, mergulhou até o fundo mas não encontrou ninguém. Ao sair, havia se transformado numa fêmea.

O grande Indra se apaixonou por aquela linda macaca e dessa união nasceu Vali. Surya, o Sol, também se enamorou dela e desse encontro nasceu Sugriva.

Numa ocasião em que a mãe banhava os filhotes no lago, ficou toda respingada da água que os macaquinhos lhe atiravam e, nesse momento, percebeu que havia voltado a ser macho. Levou, então, os filhos até Brahma e este deu a Vali uma cidade da qual ele se tornou rei. Mas nada deu a Sugriva.

O primeiro macaco foi morar no céu e lá de cima viu que Vali parecia ter o domínio de tudo. Então pediu a Vayu, o deus do vento, que gerasse um filho macaco, a fim de que se fosse o fiel amigo de Sugriva.

Um dia, quando soprava no alto de uma montanha, o deus do vento encontrou uma bela macaca sonhadora que passeava distraída. Vayu se uniu a ela e nasceu Hanuman, cujo nome significa “o que tem mandíbulas fortes”.

Porém, a macaca abandonou o filhote na entrada de uma caverna e foi embora.

Sozinho e com fome, Hanuman se pós a correr atrás do sol para devorá-lo. Isso provocou a raiva de Rahu, a cabeça sem corpo, engolidora do sol e provocadora dos eclipses.

Rahu reclamou com Indra e ele, montando em seu elefante Airavata, derrubou Hanuman com um raio. Na queda, o macaco quebrou a mandíbula.

Vayu tomou o filho ferido nos braços e tal foi sua tristeza que se recolheu no interior de uma caverna, recusando-se a ventar. De repente, desapareceram as dez formas de vento e o mundo parou de respirar.

Os deuses apavorados com o perigo que ameaçava toda a criação, imploraram o perdão de Vayu e ofereceram a Hanuman o dom da imortalidade, a coragem total e o poder da cura.

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Recebi um e-mail com um texto pitoresco publicado por TIMES.COM, Segunda, 02 de junho de 2008. Trata-se dos amuletos da sorte de Barack Obama.

Entre as coisas que Barack Obana carrega para sorte estão: um bracelete de um soldado enviado ao (e morto no) Iraque, uma ficha de jogo de sorte, um pequeno deus-macaco e uma minúscula Maria com seu filho (Virgem Maria e Jesus).

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