Blog do Sonho Eterno

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Ellen Stardust Dinner: É de longe o meu restaurante favorito por aqui. Não pela comida, que é tipicamente americana, cheia de sanduiches e massas, mas pela decoração do local, toda dos anos 50, baseada num concursos de misses do metro que tinha na época. O mais legal disso tudo são os garçons, que servem as mesas cantando músicas antigas e de musicais da Boadway. O clima do restaurante é super animado desde o café da manhã até o jantar, já fui em todos os horários e super recomendo. O meu cantor-garçom favorito é o Jonnathan que além de gatinho, tem uma voz maravilhosa. Deus foi muito generoso com ele deu muitos encantos num só corpo. Quem quiser ir ao local e conhecer meu garçom favorito agende sua visita para um sábado, agora ele só trabalha aos sábados sabe-se lá porque. Para os vegetarianos tem opções de veggie-burguer, mais de um tipo de massa, saladas e sobremesas com sorvete, já provei a taça simples e a banana split, super recomendo, aliás sorvetes e doces nos Estados Unidos são uma delícia. O que não gosto de lá é que as mesas da região do centro são muito próximas, além de escutar a conversa ao lado, ainda corre-se o risco de esbarrar nas pessoas, derrubar coisas da mesa, minha mãe já quebrou uma taça. E diferentemente desse tipo de restaurante no Brasil, onde a gente pode ir curtir uma música e ficar um tempão, lá é tudo bem fast você chega, come e se perguntam se quer uma sobremesa e você diz não, afinal é impossivel comer sobremesa aqui, um local onde servem tanta comida, já trazem a conta sem você pedir, tipo mandando você ir embora. Eles servem café da manhã, almoço e jantar.

Max Brenner: Uma chocolataria linda, para comer sobremesas deliciosas ou apenas levar chocolate para casa. Quem quiser, tem também opções de almoço, lanches… mas não deixe de pedir alguma coisa cheia de chocolate, a apresentação do prato é linda e o sabor fenomenal. No dia que comemos lá, por volta das 10h da manhã, nem almoçamos, os pratos são exagerados e o preço um pouquinho alto, mas vale muito a pena. O lugar é lindo, aconchegante, charmoso e limpo. Achei interessante porque eles aceitam minorias como funcionários, tinha um garçom anão.

Planet Hollywood: É um restaurante que a turistada adora, além de ter um acesso super fácil porque fica no coração da Time Square. Lá a decoração é super-poluída, cheio de figurinos e outros objetos de filmes, para dar o ar hollywoodiano a coisa. As pessoas sempre levam câmeras e tiram muitas fotos por lá. O atendimento é fofo, tanto as hooters como os garçons são simpáticos. O preço é um pouco salgado, você gasta facilmente US$60 numa refeição para duas pessoas sem sobremesa. Mas vale a pena almoçar pelo menos uma vez lá para conhecer. Uma dica, que acho super gostosa, é o drink que se chamava Bananarama e agora é Spiderman. É tipo um milk shake de banana, com calda de chocolate. Eu adoro. Para vegetarianos tem opções de veggie-burguer, batatas, pizza que queijo e macarrão. Enjoy! Eles servem café da manhã, almoço e jantar.

Bombay Indian Cuisine: Quer comer num restaurante com um atendimento simpático, uma comida indiana deliciosa num ambiente tranquilo, , limpo, agradável e com musiquinhas indianas suaves? Vá ao Bombay Indian Cusine, que fica na 9ª avenida, no número 764. Fora o preço super amigável, com direito a duas entradas, sobremesa e US$5 de tip, gastamos pouco mais de US$35. Os garçons são super queridos e ficaram todos felizes quando viram que eu sabia o nome de muitas comidas indianas. A 9ª avenida as vezes fica meio esquecida da turistada mas é um ótimo lugar para se explorar e conhecer. Na segunda vez que fomos ao local, ganhamos como cortesia uma sobremesa, um pudim de arroz com água de rosas. Estava delicioso e indico. Eles servem almoço e jantar. Durante a semana, na hora do almoço tem um super desconto na comida, aos domingos, até as 15h o almoço é tipo buffet.

Hard Rock Café: Embora não goste da comida do HRC, sempre tenho que entrar nele, primeiro porque fica ao lado do meu hotel, segundo porque a decoração é toda maneira com peças de famosos do mundo da música. Inclusive na entrada eles tem uma coleção de roupas dos Beatles, imagino o quão caro não foi. Para mim, possuem o pior hamburger vegetariano da cidade, pelo menos dos que conheço o preço é meio salgado, mas gosto dos drinques não alcoólicos, aliás aqui em NYC é muito fácil achar drinques sem alcool, o que também é legal. O preço de dois lanches para duas pessoas com direito a bebidas (cerveja para minha mãe e drinque sem álcool para mim) ficou em pouco mais de US$50. O HRC fica aqui na Times Square, debaixo de um luminoso com o nome dele. Deem uma espiadinha na lojinha, tem umas Barbies lindas, eu até tenho uma delas na minha coleção.

Pommes Frites: É uma bimboca que só vende batata frita. Embora eles tenham a “fama” da melhor batata frita do mundo, não sei se é porque fritam a batata duas vezes o que inclusive aumenta a gordura da coisa, ou porque a batata é importada(!), só sei que minha mãe odiou o lugar, achou super apertado e desconfortável. E cá entre nós, né? Batata frita é batata frita em qualquer lugar do mundo. Escolhi com o molho de cheddar e confesso para vocês, a batata com queijo (sem bacon, é claro) do Outback de São Paulo é muito melhor ou as que acompanham lanche aqui no Planet Hollywood. Fora que não gostei do atendimento, a vendedora-cozinheira super mal-humorada e sem a menor paciência. Para beber, duas geladeiras meio capengas com alguns poucos refrigerantes. Vamos ser realistas, né gente? Pagamos US$10 num cone grande de batatas e duas latas de refrigerante, comemos num balcão hiper apertado, ao lado da entrada de um estoque que dava para ver que estava hiper sujo. Vamos ser alternativos com critério, né?

Apple Bee’s: Restaurante caro, que fica na rua 50 entre a Brodway e a 7ª avenida. Para vegetarianos não tem opção, pizza ou babata frita e quem é paulista (local com a melhor pizza do mundo) deve imaginar o quão estranha é a pizza americana, de Pizza Hut para baixo. Aliás, acho que abrir uma pizzaria paulista aqui ia dar a maior grana, viu? Só fui a esse restaurante uma vez, fiquei de mal humor porque não tinha o que comer. Eles tem loja em São Paulo também.

Bossa Nova Brazil: Se estiver aqui em New York City e der aquela saudade da comidinha da nossa terrinha, sei que vai dar, principalmente se ficar muitos dias uma dica é o Bossa Nova, restaurante simpatiquinho, com garçons super prestativos e amigáveis que servem comida tipica brasileira. Uma atenção especial ao manjar de coco, uma delícia.Fora que você come ao som de música brasileira, a única coisa é que os garçons não falam portugues. O restaurante fica na 9ª avenida. Um almoço para duas pessoas, com direito a um café e uma sobremesa sai em torno de US$50. Eles servem almoço e jantar somente aos finais de semana, durante a semana só jantar. Pode ser que a programação mude na primavera, foi o que a garçonete nos disse.

Via Brasil Inc: Para vegetarianos como eu, não tem opção de prato pronto, como foram bem gentis, fizeram um prato para mim de salada e legumes cozidos. O restaurante é fino, elegante e bonito, o atendimento, como a maioria dos brasileiros, é super simpático, é legal visitar lá quando se está cansado do atendimento seco e frio dos americanos. Uma boa dica para quem aprecia a comida nacional. O restaurante fica na rua 46, também conhecida como Little Brazil no número 34 West. Ah, foi a comida o precinho é um pouco salgado.

Pizza Hut: Bom, a Pizza Hut é a Pizza Hut que vocês já conhecem. Porém, diferentemente do Brasil, ela é um local bem popular, a gente pede a pizza em filas, fica esperando de pé e quando fica pronta podemos comer no local ou levar para o hotel. Levar para o hotel numa caixa não é uma boa possibilidade, comer no restaurante parece ser a opção mais razoável, mas já adianto, aqui acho que a inspeção sanitária não é tão rigorosa como em São Paulo, então as vezes meio que dá um nojinho de certos restaurantes, esse foi um deles. Mas a pizza é saborosa, pode ser uma boa opção quando se quer economizar e/ou comer algo rápido. Tem diversos endereços em Manhattan, eu já comi na da rua 34.

Friday’s: O Friday’s tem bastante filiais aqui por Manhattan, porém para vegetarianos como eu, as opções são bem limitadas. Sempre tomo uma sopinha de queijo com brócolis, uma cumbuca dela já é o suficiente para deixar satisfeito, ou se não, peço por uma batata assada com queijo, na receita original viria bacon, mas obviamente que eu dispenso. O maior Friday’s do país fica na 7ª avenida, número 761, esquina com a rua 50. Tem uma filial dele aqui também na Times Square, mas eu não gosto muito do atendimento deles, tem pouco garçom para o tamanho do local e quantidade de clientes, daí o serviço fica super demorado.

Subway: Lanchonete já conhecida dos brasileiros, aqui tem uma em praticamente cada quadra. O legal do restaurante é que você meio que monta o lanche da forma que quiser, então tem várias opções para os vegetarianos… o estabelecimento cheira pão, o que é uma delicia. É uma alternativa barata para um lanchinho gostoso de manhã ou de tarde, e ao meu ver, bem melhor que o Mac Donald’s ou Burguer King no quesito saúde. Se você se sentir constrangido porque não sabe falar os nomes dos vegetais em inglês, por exemplo, fique sossegado, na vitrina dos lanches tem um adesivo com o nome de cada ítem e a foto, fica muito mais fácil. Em dois lanches pequenos e em duas garrafinhas de água pagamos cerca de US$10. Tem muitos endereços em Manhattan, eu fui em alguns, mas o meu preferido é o da rua 41, entre a Broadway e a 6ª avenida, é o único lugar que colocam 6 fatias de queijo, nos outros só a metade!

Wholefood Market: Não é exatamente um restaurante é um local onde vende comidas prontas, onde colocamos em embalagens de papelão e podemos comer em casa ou numa praça de alimentação, que fica lotada na hora do almoço, no local. Minha mãe detesta o local, primeiro que não gosta de comer em embalagens descartáveis, depois detesta a idéia de dividir mesa com desconhecidos, isso tem muito por aqui, fora que fica um falatório e como é um sucesso, fica muito cheio, muita gente indo e vindo. Porém para mim, vale a pena sim enfrentar toda essa gente porque a comida é deliciosa. Eles tem vários buffets só de sopas, comida macrobiótica, vegetariana, indiana – que é a minha favorita. Sempre tem samosa e o recheio é bem picante. Em qual lugar de São Paulo é tão fácil comprar samosa no meio da tarde sem ser num restaurante típico de comida indiana? É por essas e outras que eu amo muito New York.

Baluchi’s: Esse é o restaurante indiano preferido de minha mãe. Aqui por Manhattan tem vários e a gente meio que acaba só comendo nesse. Os pratos são bonitos – daqueles que a gente come com os olhos, deliciosos, picantes e com o sabor da índia que eu adoro. O preço não é dos piores, numa refeição para duas pessoas, incluindo duas entradas, gastamos US$56. O atendimento é meio frio, como a maioria das coisas aqui em NYC, a garçonete não anota nada do que a gente pede, temos a impressão de que vai vir tudo errado, mas no final as coisas funcionam. O clima é agradável, sempre com uma musiquinha indiana ao fundo. O restaurante não é 100% vegetariano, mas tem muitas opções para as pessoas que não comem carne assim como eu. Adoro a samosa de lá e um pão que eles meio que servem com vários pratos. Minha mãe ama o arroz dos indianos mas não tenho como palpitar porque não como arroz. O restaurante é uma rede e tem em vários locais em NYC, mas eu sempre como no Soho. O endereço do Soho fica entre a rua Spring e a Greene.

Jewel of India: Mais um restaurante indiano aqui em NYC. Só que esse é mais fino e a decoração também é mais bonita. É um local sossegado aqui na região da Times Square, se quiser fugir da loucura da Times, fica aqui a dica. Frequentado por família de nova-iorquinos, estava meio vazio, não é o tipo de restaurante que o turista gosta, preço alto e nenhuma atração show. No primeiro andar funciona o sistema a la carte quando chegamos, por volta das 15h a cozinha já havia fechado, então fomos para o andar de cima, num sistema de buffet. Além de entradas em saladas, pratos quentes, tinha também duas opções de sobremesa. Gastamos US$60 num almoço para duas pessoas no sistema self-service, o que nos fez achar o restaurante meio carinho. Para não fazer como eu, o horário do almoço é do meio-dia as 15h e o jantar a partir das 17:30 até as 23h. O restaurante fica na 15W, na rua 44. Praticamente do lado do hotel Marriott Marquis.

Thai Café: Só comi uma vez nesse restaurante vegetariano e tailandês que fica bem próximo do pier 17. Eu que amo comida indiana, feita para ocidentais, então apimentada, mas nem tanto, achei a comida muito quente. Tanto é que o que não faltava em nossa mera era um copo d’água que o garçom ficava a toda hora abastecendo. A sopa, o queijo tofu, a salada… tudo gente com muita pimenta. Minha mãe e meu pai que tem a tolerancia a pimenta menor que a minha não conseguiram finalizar o prato, eu fiz um esforço. Ao final pedi um sorvete, e morri de medo dele ser apimentado, já que um doce indiano, o chutney é. Depois de um período de ansiedade, surge o garçom com um sorvete normal de baunilha. Só recomendo para quem gosta muito, mas muito de pimenta. O atendimento é amigavel. O restaurante fica na esquina da Fulton com a Gold St.

Red – Mexican Food: Esse é um dos restaurantes favoritos de minha mãe, um dos poucos onde se é possível comer arroz e feijão aqui em New York, sem ser nos típicos brasileiros, dentro dos mexicanos taco. O que gosto desse restaurante é a entrada, douritos (como chama o douritos na comida mexicana?), com um molhino apimentádo super gostoso, a pimenta é suave e a consistência é leve, com uma nota que coentro, que eu amo. Super aconselho comer lá quando estiver pelas bandas do Pier 17 ou ponte do Brooklyn, que é tudo meio perto.

 
Hoje é o dia das mães. Tudo bem que é uma data criada pelo comércio para vender mais, porém ainda assim não consigo deixar de prestigiar esse ser tão importante em minha vida, minha mãe. Mãe eu te amo muito, você é minha melhor amiga, a maior companheira, aquela pessoa que me ama mesmo quando estou maluca de mal humor. Você é linda por dentro e por fora, você me escuta, pede meus conselhos, acredita em mim, vive comigo, ficamos todas as tardes juntas e ainda parece pouco. Espero poder ter o prazer de ter a sua companhia em mais viagens, em mais compras e em mais momentos felizes. Eu te admiro muito, saiba disso.
 
Vou postar aqui nossos 10 momentos lá em NYC que estou morrendo de saudades.
  

1. A gente aprontando tanto, tanto em NYC, falando tantas bobagens, achando que não encontramos ninguém conhecido até encontrar esse senhor, que de fato não o conhecemos, mas era leitor do blog e me reconheceu pela voz. Já que estava tão frio que tínhamos que andar toda encapuzada.     

  

2. Nossas idas incansáveis as livrarias e papelarias. Como nos Estados Unidos temos mais opções. Compramos muitos livros, cartões (tem megastores só de cartões), CDs, DVDs (do Scooby Doo principalmente), papeis de carta, cartões postais, agendas, canetas… lembro que nesse dia comprei 1/2 dúzia de coisas na Borders acho que da Park Avenue e você toda gentil quis pagar a conta que ficou US$70 somente em papeis de cartas.      

       

  

    

  

3. Nossos passeios quase que diários no Bryant Park. Estava tão frio que a água da fonte estava congelando. Saudades do frio, de NYC e principalmente de estar lá com você.      

      

4. Acho que uma das maiores saudades que a gente tem é da MAC e da facilidade de comprar produtos da marca, tanto pela quantidade de lojas espalhadas por Manhattan quanto pelo preço super acessível. A gente ia a MAC quase que diariamente, essa loja da era a sua favorita (a minhas também, os vendedores são mais simpáticos, o da Macy’s da 34th Street as vezes ficam bravos se a gente compra só duas sombras por exemplo). Lembra que a gente planejava amanhã quero uma sombra cinza e íamos lá comprar? O do dia que nós acordamos e sempre planejavamos onde iriamos ao longo do dia e você disse a prioridade do dia é a sua base? Nunca vou esquecer isso, achei futilmente fofo e engraçado.     

     

5. Nossas noites no nosso bairro, a Times Square, lembra? Ficamos um mês aí no Marriott juntas, nem deva para acreditar. Lembra que um homem nos perguntou o que fazíamos em NYC, ele estava nos vendo ali em Times Square por tanto tempo? Ficar conhecida no coração de Manhattan não é para qualquer um. Outra coisa engraçdaa que acontecia aí em nossa vizinhança era que todos os homens que nos paquerávamos você respondia na maior ingenuidade só para treinar seu inglês.     

     

     

     

6. A nossa manhã na praia em Coney Island. Foi tão gostoso, demos risada de um casal onde o homem andava no corrimão do deck e sua esposa ó filmava. Torcemos para ele cair n’água, na verdade acho que só eu torcia, você estava mais compassiva. Lembro também que em nossa viagem de metro até Coney encontramos um casal fall in love que provavelmente estava tendo o seu primeiro encontro e ao invés de conversarmos, ficávamos prestando atenção neles… Foi tão gostoso que depois tomamos um sorvete.     

     

7. Nossa ida ao jogo de hóquei no gelo. Lembro que eu gritei tanto porrada, em português é claro, já que durante o jogo acontecem alguns perrengues, a coisa fica preta, os jogadores se desfazem dos tacos e se pegam na porrada mesmo, os jogadores e o juiz ficam assistindo, como se concordasse com a coisa. De tanto que eu gritava um torcedor virou para a gente e disse: com o Hangers é assim mesmo, a primeira vez que a gente vê se apaixona. Ele achou que eu estava encantada com o time, que inclusive perdeu nessa noite, mas estava tirando um barato. Também tive que comprar cerveja para você e tive que apresentar meu ID. Amei desconfiarem que eu não tinha 21 anos. Também fomos a um foto de basquete, ficamos impressionadas como a torcida é parada. Um painel no centro do Madison Square Garden orienta o que o público deve fazer, cantar e até gritar. Acho que para ficar bonitinho na TV a gente não esquece do everybody clap your hands, né?     

   

   

  8. Também fizemos algumas visitas espirituais. Você foi todos os domingos comigo ao templo Hare Krishna no Brooklyn, mesmo quando estava cansada. E eu fui com você algumas vezes a igreja se Saint Patrik que fica na 5th Avenue. Assistimos até uma missa lá e eu acendi uma vela para Santo Antonio, quem sabe ele não me arruma um marido? hahaha  

  

9. Sinto muitas saudades da gente toda manhã nos maquiando nesse espelho e de como algumas vezes você queria simplesmente blupiar  e sair de cara lavada. Era só eu ficar um pouco brava que mudava de idéia. Saimos todos os dias maquiadas, as vezes mais, outras menos, mas se fizessemos isso aqui no Brasil nos chamariam de doida.    

     

   

  

  

 10. Porém é unanimidade, do que mais sentimos falta é do Ellen’s Stardust Diner. Passamos tanto tempo ali, comendo, cantando, investigando e rindo. Pensamos que seríamos até presas de tanto irmos lá, de alguém desconfiar que éramos terroristas e íamos explodir o restaurante. Almoçamos, jantamos ou tomamos café da manhã lá quase que todos os dias.

Aliás mãe, sinto saudades de todos os momentos ao seu lado, porque todos são especiais. Te amo e feliz dia das mãe, obrigada Deus por ter me dado a melhor mãe do mundo!

Honestamente acho um horror esses blogs de moda super esnobes, assim como não entendo como alguém pode te repudiar sem te conhecer. As vezes a gente recebe um comentário ou outro de pessoas invejosas, inseguras e até pouco cultas, geralmente deixo para lá, mas dessa vez quis responder a leitora Camila, que escreveu este comentário aqui, no mínimo dor-de cotovelo. Camila, seu sempre prezo a veracidade e não teria motivos para mentir ter voado para New York na 1a Classe, embora também já fui na economia e não me envergonho disso. Vou anualmente para lá, então tudo depende das tarifas. Nessa última vez, fiquei um mês em Manhattan.

Existem muitas vantagens em viajar na primeira classe, e isso começa antes do embarque. Primeiro que para fazer o check-in temos um espaço em especial, que normalmente não tem filas. Depois a gente tem direito a uma sala com ar-condicionado, naquela noite o ar condicionado do aeroporto estava insuficiente. Nessa sala tem comidinhas, bebidas (e muita coisa alcoólica fina), sala de TV, sala de jantar e até umas salinhas mais afastadas para tirar um cochilo. Outra característica importante de primeira classe é que a gente não fica na fila do embarque, pode elevar 3 malas grandes (ai me matei de tanto comprar) e ainda tem um espaço bem melhor para nos acomodamos durante a viagem. A desvantagem é a tarifa que fica pelo menos quatro vezes mais cara do que uma viagem na classe económica.

Quando entrei na aeronave vieram duas comissárias falar comigo. Uma colocou minha mala de mão na parte superior do avião, a outra perguntou se queria champanhe, me entregou um menu e uma carta de vinhos. Depois a aeromoça olhou o meu número de assento, viu que era vegetariana e me perguntou se queria o prato vegetariano mesmo ou escolher outra coisa no menu. Outro detalhe na primeira classe é que o cobertor é mais grosso, o travesseiro maior e mais fofo e dá para deitar o corpo todo, não fica completamente horizontal, mas fica completamente esticado. Na foto acima dá para ver minhas perninhas bem larguinhas, adorei. 

Como podem ver, vem muita comida e a gente não consegue comer tudo. A refeição principal tem bem gosto de comida de avião, mas o sorvete era divino. O café da manhã, quando nos aproximamos de New York foi similar, cheio de opções. Não tirei fotos por pura preguiça. Esqueci de dizer que eles nos dão toalhinhas quentes a cada refeição. Uma delicinha.

Por fim, Camila, quero que saiba que sim, existe VITRINA com A. Acho que se lesse mais, estudasse mais, não pagaria esse mico de me corrigir de algo que não está errado. Veja aqui livros com o nome VITRINA. Outra coisa, acho caro sim pagar R$140 em dois hamburgueres ou R$60 para cortar as pontas dos meus cabelos, coisa de cinco minutos – também não conheço esse salão que citou, não tem na minha cidade. Isso não quer dizer que seja mentirosa. Ah! Amo os cachecóis que minha mãe faz para mim, valem mais que o meu daquela marca europeia, porque foi minha mãe que fez. Eu dou valor a isso.

Os posts dos presentes para o dia dos namorados são os mais acessados no blog. Por isso, gosto de presentear meus leitores, que estão indecisos e inseguros, anualmente com sugestões do que dar para o seu amor nessa data tão comercial especial. Mas aqui vale um parêntese para dizer que o mais importante não é um presente caro uma vez por ano e sim o relacionamento no day-by-day.

Perguntei aos amigos e chegados o que eles gostariam de ganhar no próximo dia dos namorados. Creio que algumas sugestões podem ajudar quem está sem idéia. Ah, também indaguei o que eles não queriam ganhar, algumas pessoas também responderam. Pode ajudar contra o mico.

Presentes para eles:
Algumas sugestões para os meninos.
O Guilherme é meu irmão. Sinto que ele está meio in Love

O Guilherme disse que não quer ganhar uma camisa do Flamengo, uma camisa de político, um bichinho virtual, um marmitex ou uma gravata verde limão – tenho certeza que meu pai tem uma dessas em casa.


O Léo Pádua me mandou um e-mail falando que tudo isso é mentira, que ele deseja um relógio de pulso. Sua namorada é leitora, quem sabe?


Até o fechamento dessa matéria o Negruts me mandou um e-mail informando que preferia ganhar um celular. Contou que bateu o aparelho numa catraca e quebrou o cristal líquido do aparelho, impossibilitando de ver alguma coisa no visor. Só resta saber se sua esposa é leitora do blog.

Presentes para elas:
Muitas sugestões para as meninas.

A Bia não gostaria de ganhar lingerie. Tem uma idéia de que o cara só dá isso para ele ver nela e iria sentir-se uma mulher-objeto.


Minha mãe mase é uma figura.




A Karina não quer ganhar um cachorro porque não tem onde colocar.


A Renata não gostaria de ganhar um kit degustação de charutos. Acredita que o namorado dela já tentou dar isso para ela? Ela também não gosta de ganhar coisas eletronicas. Prefere sapato ou roupa.

Por ultimo, as minhas sugestões a sugestão da blogueira. As pessoas freqüentemente me pedem presentes diferentes e situações mirabolantes. Eu não tenho muita criatividade para isso, mas abaixo listei algumas sugestões interessantes.


Também acho interessante outras situações. Por exemplo, como no dia dos namorados os restaurantes ficam cheios, se o cara mora sozinho poderia fazer um jantarzinho todo especial para os dois. Lembrando que não pode sobrar a louça para a namorada. Outra coisa que acho bonitinho são aqueles balões de gás hélio, nos EUA eles fazem um arranjo com muitos deles.

Não gostaria de ganhar roupas, sapatos, bibelos, pelúcias e coisas que ocupam muito espaço. Acho que tenho um gosto muito particular, estranho até, por isso, prefiro presentes alternativos. Mas acho chique o namorado que quer noivar dar um anel de diamante ao invés de alianças douradas.

Outros posts sobre o assunto: Como casar adorando Shiva; O que o namorado quer para o dia dos namorados; Dicas de presentes para a namorada; Por que eles se casam com algumas garotas e não com outras; Presente para o namorado; Promessa de Santo Antonio; Simpatias para Santo Antonio 2008; Simpatias para Santo Antonio 2009; Trilha sonora para o dia dos namorados; Valentine’s Day; Promessa de Santo Antonio e Dicas de Presente para a Namorada.

Todas as vezes que vou à Nova York sinto como se a coisa fizesse muito bem para mim, nesse último tempo que fiquei lá, embora tenha engordado um pouquinho por conta da comida gordurosa demais e falta de refrigerantes light, algumas coisas boas aconteceram. A primeira é que nosso inglês sempre dá uma melhoradinha, né? Ficar um mês se comunicando, comprando, vendo tevê no idioma ajuda a gente andar para frente, fora que alguns medos se vão. Antes, as primeiras vezes que fui ao EUA me dava uma ansiedade de entender e ser compreendida, muitas vezes ensaiava frases em casa antes de me expor, coisa que não acontece mais, agora é tudo mais natural, embora a comunicação nos restaurantes indianos seja, digamos, mais complicada, que sotaque é aquele? Minha mãe também evoluiu nesse aspecto agora tenta se comunicar ao invés de me chamar.

Também vi que embora estivesse num dos lugares mais lotados e mais turísticos de Nova York, ou seja, a Times Square, não era tão invisível o quanto achava que era. Por exemplo, um dia um moço, desses que vendem busstour na rua me parou e me perguntou de onde eu era, já que me via a tanto tempo na Times. Também ficamos conhecidas, minha mãe e eu, nos restaurantes onde mais freqüentávamos o badalado Ellen’s Stardust Diner, e dois mais intimistas na 9ª avenida, o Bossa Brazil e o New Bombay, nesses últimos já se lembraram de nós na segunda vez que fomos. Na loja de relógio em frente ao hotel também, isso porque só fomos duas vezes lá. O mais inusitado foi talvez no Madison Square Garden, no jogo do Rangers, o rapaz da revista da entrada uma hora passou por mim, quase no final do jogo, e disse: -Hey, você é a brasileira, lembro de ti. E eu avoada que sou não me lembrava da cara dele. Portanto, não se iludam que do outro lado do hemisfério ninguém vai guardar a sua feição. Ah, e teve o episódio de ter encontrado um leitor no blog no meu hotel também, né? Quem não se lembra? Se não lembrar, clique aqui.

No mais, amo aquele lugar, aquelas calçadas planas, quase sem buracos, onde encarar um sapatinho de salto não é nada, digamos, sacrificante e pode ser muito elegante, gente para pequenos percursos, como a ida a um restaurante, por exemplo. Amo andar pela Rua 34, onde tem o comercio mais agitado da cidade e mais ao meu alcance, mas amo mais a Rua 51, onde tem meus lugares mais amados de Manhattan, por exemplo, com a 9ª avenida tem o restaurante New Bombay, meu indiano favorito, com a Broadway o Stardust, com a 6ª o Radio City Music Hall e com a Madison a Hallmark a papelaria mais fofa de toda Manhattan. A 51 também é uma das ruas favoritas de mamãe, ela com a 5ª avenida além de ter a H&M, tem uma igreja católica muito linda, a de São Patrício. Se fosse escolher uma rua, qualquer, para morar, seria a 51. Alias, ia me poupar muito tempo também.

No mais, o balanço foi bom, só o bolso que ficou um pouco defasado, né? Também pudera um mês gastando em dólar, comprando, é impressionante como as coisas nos EUA é feita todinhas para incentivar o consumo. Sorte que eu vim de primeira classe e na primeira classe além dos mimos de ter um jantar com petisco, pãozinho (e frances, que saudades estava) alada, prato principal (que a gente pode escolher num cardápio de verdade), tabua de queijos, sobremesa (claro que não consegui comer tudo), mais conforto, poltrona mais largas e que deitam totalmente, bolsinha com coisas para cuidados e conforto, fone, cobertor e travesseiro especial, mas a principal característica é o fato de poder trazer 3 malas, a gente não pega fila no embarque e as malas são as primeiras a saírem na esteira. Eu trouxe 3 malas cheias e o pior, ainda consegui deixar coisas para meus pais trazerem, já que eles ainda estão em Manhattan. Mas passei o maior sufoco já com as malas em punho. Acredita que aqueles carrinhos de levar malas não agüentam 3 malas cheias. Coloquei minhas malas num carrinho, e o mesmo não andava para frente. Depois, troquei, achando que o carrinho estava quebrado. E de novo! Só andava de ré. Então a solução foi andar de ré, nas filas, na polícia federal, no desembarque até o táxi. Gente do aeroporto, façam um carrinho especial para quem esta viajando sozinho e tem muita bagagem, né? Eu fiquei louca atrás de um carregador, mas nem isso achei.

Ontem fizemos ma reuniãozinha aqui em casa, só com gente bacana, tipo uma festa de boas vidas, teve o Gui, a Dinda, a Laís (que chegou no mesmo dia da França), o Leo, a Ferd, o Lineu e a Edneusa, foi bom para dar umas risadas, matar a saudades e colocar a conversa em dia, afinal de contas, ninguém é de ferro, né? Estou morrendo de saudades da mamy qe está passando o maior frio nos EUA, e hoje, ah, hoje é oo nosso Jonathan’s Day, mas minha mãe vai sozinha.

Um beijo e só me convidem para programas na faixa nos próximos meses.

Estou dentro do avião voltando para casa. Despedi-me de Manhattan, aliás, há dias, mais ou menos desde a última semana estava me despedindo da cidade. Olhando para os lugares que mais gostava como uma possível última vez, vai saber né? Mas deixar Manhattan, e não só deixar a cidade, como os meus pais que ficaram lá para curtir um pouco mais as férias, significa deixar um sonho para viver a minha realidade.

A realidade de uma carreira profissional ruim e sem nenhuma perspectiva na minha atual firma. Ou viver num local com uma violência gritante, onde a gente se torna reféns dos bandidos ou não podemos ter as coisas que conquistamos, porque sempre vai tem alguém querendo tomar aquilo de você, nem que seja te matando…

Deixei para trás a vida de Carrie Bradshaw para entrar na minha própria vida. Agora não vou mais passear pela 5ª avenida, vou subir a Antonio Agú. Ao meu alcance rápido não estará a Chanel ou a YSL, tá bom vai, a Century 21 ou a H&M e sim a Torra Torra e o Magazine Demanus, isso é desesperador. Ao invés da tranqüilidade de andar numa cidade segura, onde posso usar meu laptop na rua ou no trem, vou chegar a São Paulo e minhas amigas logo vão me contar pelo menos meia dúzia de atrocidades que aconteceram com nossos conhecidos nos últimos 30 dias, dentre seqüestros, assaltos e outras pequenezas dignas de um país de terceiro mundo! E é disso que eu tenho mais medo.
Voltar para a realidade é duro, não tem mais o príncipe Jonathan, ou a Sephora ao nosso alcance para deixara gente mais bonita, a MAC tem, mas a custo de maquiagem francesa da mais cara… e a pé, como eu ia a várias MACs por Manhattan, no máximo que eu chego é a carinha Contém 1g, que não chega aos pés da marca canadense.

Em contrapartida, existe algo muito legal em voltar, não é o lugar óbvio e muito menos meu emprego ruim, são as pessoas. Reencontrar meu irmão e minha tia Terezinha, certamente me trará felicidade, assim como a possibilidade de ir a um jogo de futebol com torcida de verdade, para quem não sabe a torcida americana não chega aos pés da brasileira. Poderei matar saudades das minhas amigas foferrímas, a Ferd, a Hari, a Bia, a Kaka e muitas outras, aliás, quando estava nos EUA estava em contato com a Marta e a Jú, ambas eram muito minhas amigas na época do colégio e me deu uma saudade…

Tá certo, a coisa perdeu um pouco do brilho, o sonho também acabou, mas tem um lado interessante em voltar…

PS:  Gente, eu escrevi isso no avião, mas quando puderem ler, é porque já estou em casa. Um grande beijo a todos, venham me ver.

Gente, eu já tenho 21 páginas de dicas de lugares para se conhecer, comer, comprar aqui em NYC, até o final da viagem creio que isso aumentará um pouquinho. Porém, quero a ajuda e vocês, meus amigos e dos leitores desse blog para eleger quais postagens devem vir primeiro. Lembrando que quando escolher outros, por favor, diga o que, pode ser uma sugestão para um novo tópico aqui no blog.

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