Blog do Sonho Eterno

Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Olha que idéia mais fofa para colocar numa festa de casamento, debutante, aniversário, noivado, batizado e afins. Quando se tem convidados vindo do mundo todo, é uma sugestão. Dá para fazer de uma forma menos globalizada, apenas com o mapa do Brasil,´por exemplo.  

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As fotos no caso são da bodas de Rajshri e Antonhy, como tinham convidados de diferentes partes do globo, deixaram um convite, ao lado do mapa, pedindo para que as pessoas colocassem um alfinete da parte do mundo que vieram. Depois fica uma bela recordação para toda vida…

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Imagens da Shields0 Janae

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Dia desses recebi um e-mail de meu pai desvencilhando quaisquer romantismos perante o mês de maio, tradicionalmente conhecido como o mês das noivas. Procurei mais algumas referencias na net, e escrevi o post abaixo.

O costume foi importado muito provavelmente dos países do hemisfério norte, onde no mês de maio comemoram-se a chegada da primavera. Claro que podia dizer que a primavera é a estação mais bonita, com muitas flores e passarinhos cantando, mas de fato, não é.

 Durante a idade média acreditava-se que tomar banho fazia mal, atralado o frio e a falta de água encanada. Inclusive isso justifica o porque naqueles filmes clássicos de época sempre vemos o capataz abanando seu senhorio, não era por conta do calor e sim para dissipar o mal cheiro que eles exalavam e afastar eventuais insetos.

 Por conta disso, os banhos eram muito esporádicos, e frequentemente o primeiro banho de ano acontecia em maio, quando a temperatura atmosférica começava a aumentar, por conta do início da primavera no hemisfério norte. Sendo assim, as noivas optavam por casar em maio, pois o seu cheiro das outras pessoas eram mais aceitáveis.  

 

Fonte: Casamento Mania, Blog Casamento,


Está super na moda os casais fazerem coreografias em suas bodas. Meus pais aproveitaram a onda para fazer algo do tipo em sua bodas de pérola, em outra palavras, se apresentaram com ao som do musical Fantasma da Ópera, o qual minha mãe é completamente apaixonada. Já assistiu o musical umas 10 vezes lá na Broadway, só para ter ideia do tamanho do “amor”.

Acho muito bonito o relacionamento dos meus pais. Por isso é duradouro, saudável, feliz e cheio de amor. Um vive fazendo o gosto do outro, afinal de contas, o amor não pode ser egoísta. Minha mãe teve a ideia e meu pai entrou completamente na dela. Contrataram uma coreografa, a Damaris, que em pouco tempo criou uma coreografia para a ocasião e os ensinou a dançar, o resultado foi pitoresco e deslumbrante. Todo mundo amou.

Sei que a maioria dos homens pode achar isso tolo, desnecessário e até coisa de marica, mas esse é o segredo do sucesso do relacionamento. Muitas vezes abrir mão de um conceito é mais inteligente que quaisquer radicalismos bobos. Vivendo e aprendendo… acho lindo o relacionamento dos meus pais. Um homem que nem meu pai não nasceu duas veze. #Fato!

Rainha Victória e Albert

Rainha Victória e Albert

A tradição é meio diferente daquilo que nós, que vivemos num país católico, acreditamos. Não tem muito a ver com a pureza da noiva, muito menos com o costume do século passado onde somente as virgens tinham permissão casarem de branco, as outras tinham que optar por um vestido champanhe. Uma vergonha para toda a família!

 Durante a idade média era muito comum casar de vermelho e dourado, costume até hoje preservado por muitos orientais como, por exemplo, os indianos. Também se usou muito preto, que anos mais tarde foi atribuído as viúvas.

 Não existe uma precisão para dizer quem foi à primeira mulher a casar de branco, porém segundo os registros históricos apontam a Rainha Mary Struart da Escócia como a primeira mulher a usar o branco para casar. Isso já no século XVI. Um século depois a também Rainha Maria de Médice causou o maior frisson na corte francesa porque em seu casamento usou um vestido branco, com detalhes dourados e decote quadrado. Na época era costume só vestir roupas escuras, como Maria só tinha 14 anos, atribuíram o branco a sua pureza e inocência praticamente infantil. Nessa época o branco era atribuído também aos sacerdotes que usavam roupas brancas para rituais pegões.

 Porém a história mais famosa sobre o uso de vestido branco para casamento aconteceu séculos mais tarde. Em 1840 a Rainha Vitoria da Inglaterra, que foi provavelmente a primeira nobre a casar por amor, inclusive ela quem propôs casamento ao seu primo, o príncipe Albert da Saxônia-Coburgo, por quem era apaixonada desde a adolescência, porque na época não podia fazer um pedido desses a uma rainha. . Ela escolheu um lindo vestido de cetim branco acentuado por ramalhetes de flores de laranjeiras no braço. Acoplado a véu também branco, de renda projetado exclusivamente para a ocasião além de flores em sua cabeça. O decote do vestido deixava os ombros nús. A rainha não fez o uso da coroa, o que deixou todo mundo chocado.

 

Outra teoria ainda no período antecessor ao da Rainha Victória era que o processo de alvejamento (branqueamento) dos tecidos era muito caro. Somente os ricos (e nobres) tinham condições de ter roupas nessa cor. Como muitas mulheres não faziam um vestido exclusivamente para o casamento, já que o preço era bastante elevado e as pessoas tinham pouquíssimas roupas, costumava-se casar com a melhor peça que se tinha no armário, muitas vezes o branco, porque era uma cor nobre, pois era difícil de se obter. Com a glamourização do branco pela Rainha Victória, a partir dela, o branco para casamento tornou-se bastante popular e é um clássico até nos dias de hoje.

 Costumo brincar que o vestido branco para casamento é a tendência de moda mais antiga de todas, já que hoje em dia a moda é tão efêmera, onde uma roupa já nasce com os dias contados para tornar-se cafona.

 

Fonte: Reverbera Querida, Noiva Carioca, Rua Direita e Flávia Galli.

Há algum tempo recebi um e-mail de meu pai desvencilhando quaisquer romantismos perante o mês de maio, e escrevi sobre aqui. Outro detalhe importante é a história do uso do buquê de flores, que também poderia ser um pouco mais bonita, não tem nada a ver com o ar quente e doce da primavera e nem com a beleza das flores.

 

Durante a idade média não existia o hábito de tomar tantos banhos como nós fazemos atualmente, no hemisfério norte além de fazer muito frio, acreditava-se que banho fazia mau. Então, imaginem o cheiro que o pessoal ficava. Só para se ter idéia, o primeiro banho do ano era em maio. Quando será que era o último? Nem quero saber.

 

Então, por conta disso, o cheiro das pessoas eram praticamente insuportáveis. Então a noiva usava o buquê com flores para disfarçar o seu próprio cheiro.  Mesmo se a pessoa recém havia tomado banho, o mesmo não era tão higiênico como os de atualmente, sendo assim, mesmo após o banho, as pessoas não ficavam digamos cheirosas.

 

Outro relato que se tem sobre a idade média é que as mulheres usavam um pedacinho de carne podre debaixo de suas saias. Como não havia calcinha e a limpeza era bastante carente,  juntavam-se muitos insetos na vagina das mulheres. Dá para acreditar?

 

Mesmo a história não sendo tão bela, sou super a favor do uso dos buquês. São super necessários. A noiva quando adentra em sua cerimonia de casamento normalmente está muito nervosa, saber onde colocar as mãos pode ser uma tarefa um tanto quanto difícil. Quando se tem algo nas mãos, o resultado é muito melhor.

 

Fonte: Casamento Mania,

Há algum tempo atrás nem imaginava que teto de aço existia, mas desde que conheci o ritual, super-imaginei em meu casamento. Claro que vou ter um trabalho árduo para tentar convencer o namorado, que considera tudo desnecessário… aliás, esse nosso relacionamento nos fará crescer em alguns aspectos, já que em alguns pontos, temos opiniões bem divergentes. Eu tenho a alma festeira, ele não. Eu sou extravagante e ele é muito básico…

Quem tem direito ao teto de aço?
Quando um dos cônjuges pertence ao exército, aeronáutica, marina, corpo de bombeiros e polícia militar. A cerimônia é belíssima e é uma exclusividade dos militares.

Segundo Patrícia Teixeira, que teve a cerimônia de teto de aço em seu casamento por casar com um militar do exercito, contou que todas as patentes têm direito a cerimonia dentro da corporação. Desde que o padre (ou líder religioso de sua religião) autorize, os militares podem até fazer a guarda de honra dentro da igreja ao pé do altar. Patrícia ainda nos contou que em determinadas cerimonias os militares batem com o cabo da espada no chão na hora do “sim” para que a família não escute a resposta.

Segundo Victor Fonseca, policial baiano, as mulheres oficiais também tem direito a cerimonia. Patrícia foi enfática ao afirmar que já viu cerimonias onde mulheres erguem a espada.

Quem realiza a cerimônia de teto de aço?

 

 

Os oficias que vão realizar a cerimonia de teto de aço.

 
Quem pode realizar a cerimonia de teto de aço são os oficiais ou aspirantes a oficiais, por conta dos regulamentos internos e uniformes que precisam ser utilizados na ocasião. Consideram-se oficiais ou aspirantes a oficiais militares os aspirantes, tenente, capitão, major, tenente coronel e coronel, pois todos eles têm o fardamento e a espada apropriada para a ritual. Os praças como soldado, cabo, sargento e sub-tenente não usam espada, sendo assim, não podem fazer o teto de aço.

Max Dias, da PM mineira, nos informou acerca de uma cerimônia alternativa para os praças chamada de “cúpula de aço” que podem ser feitas com baionetas, que é tipo uma faca que é acoplada ao fuzil ou com quepes, que são os chapéus dos militares. Ou seja, ao invés de erguer-se espadas, levantam-se baionetas ou quepes.

Como é feito o teto de aço?
Cada corporação faz o teto de aço a sua maneira. Porém o que é comum a todas corporações é que a cerimonia sempre será conduzida pelo oficial mais antigo que estiver presente. Geralmente o mais habitual é que ao final da cerimonia religiosa, quando os noivos se dirigem para fora da igreja, os militares se organizam em pares, no corredor, cada um de um lado, todos obrigatoriamente fardados e cada um empunhando sua espada. No momento em que os noivos passam pelos militares, o oficial mais antigo presente dá o comando para que os militares levantem suas espadas e virem de frente um para o outro, cruzando as pontas das espadas. Geralmente os militares batem gentilmente as espadas no exato momento que os noivos passam por debaixo delas, logo após a passagem dos recém casados, param de chocá-las.

Militares posicionados para iniciar o teto de aço. Lindo demais a cerimonia, o estilo e até a sobriedade necessária.

 

Noivos passando por baixo do túnel formado por espadas.

 

Aqui os militares fazem uma brincadeira com os noivos, que se beijam entre as espadas.

 
Também pode ser feita ao ar livre.

 

No corpo de bombeiros, por exemplo, os militares fardados entram logo após a noiva e permanecem de pé, prostrados no corredor, durante toda a cerimônia. No exercito os oficiais dirigem-se ao corredor somente perto do final da cerimonia.

Também conversei com Sofia de Portugal e ela nos contou como é o costume do casamento do militar do exercito do país. Os militares fazem a guarda da noiva, sendo assim, alguns ficam no altar e outros no fundo da igreja. Na hora da troca das alianças, os militares batem a espada no chão enquanto o noivo fala. E na saída dos noivos os oficiais organizam o teto de aço, para que os noivos passem por baixo das espadas cruzadas.

Traje do Noivo
Quando o casal deseja ter o teto de aço, o noivo necessariamente precisa casar usando farda, geralmente a branca ou de gala. Os oficiais que conduzirão a cerimonia geralmente usam farda cinza. Obviamente que o uso da farda é determinado pela corporação conforme a patente do militar e a ocasião em que será utilizada. Fazer o uso indevido da farda é uma transgressão disciplinas passível de punição.

Noivo com traje de gala.

 

 Noivo de branco e outros militares de cinza.

 

Essa farda é um escândalo! Linda demais, fiz questão de coloca-la em tamanho um pouco maior para dar para ver detalhes.

  

Quantos militares são necessários?
Não existe um número exato de oficiais que deve estar presente. Vai variar dependendo do espaço disponível no local do casamento e do número de convidados. Em geral, o legal seria pelo menos 12. Porém todos os que comparecerem fardados poderão participar do teto de aço. Por isso o ideal é que, no momento em que for entregar o convite que avise que terá a cerimonia, convidando a pessoa para participar do teto de aço, para que compareçam fardados.

 

Contei mais de 20 militares nesse teto de aço. Cerimonial très opulento.

Uma sugestão é que, assim como algumas damas de honra ou padrinhos tem direito a um convite todo especial para o casamento diante a função que vão desempenhar, é também fazer um convite customizado para os oficiais, para incentivá-los a usar farda.

Gostaria de agradecer algumas pessoas que através de sua experiência pessoal, me ajudaram redigir o post: Victor Fonseca, Patrícia Teixeira, Max Dias, Sofia Pedra, Alexandre Silva, e Blog Noividades, que também serviu de referência.