Blog do Sonho Eterno

Archive for abril 2010

Já dissertei aqui no blog sobre a vacina da gripe suína, a qual tomei no início do mês. Na ocasião lembrei que se não consumíssemos porco não ficaríamos gripados, já que não havendo criadouro, não haveria contaminação.

Porém a vida não é esse conto de fadas e os homens (no modo de dizer humano e não gênero sexual) não são tão inteligentes e muitos não enxergam a crueldade que é assassinar animais para um prazer de poucos segundos, o da língua e continuam com a mesma besteira e provavelmente continuarão durante muito tempo e a gente continuará morrendo por causas de doenças dessa classe. Porém, embora sempre gosto de lembrar esse tipo de coisa, não é por isso que escrevo o post agora, escrevo para falar de ética.

Algumas conhecidas, que não estão nas idades e padrões para a vacinação embora também ache um absurdo e acredito que toda a população deveria ser vacinada, estão burlando a regra. Descobriu que não tem muito critério quando você diz que a pessoa tem a doença X ou Y e eles acreditam apenas na palavra, e sem nenhuma prescrição médica, acabam vacinando pessoas que não estariam cotadas para vacinar. Pior, não são pessoas sem condições financeiras, são pessoas que poderiam pagar pela vacina tranquilamente.

Será que não passa pela cabeça em algum momento, ainda que pequeno, que alguma pessoa que precisa e esta no grupo risco pode ficar sem a vacina posteriormente? Enfim, depois reclama do político ladrão, mas esquece que ele( (ou ela) mesmo está sendo corrupto.

Parabéns Guilherme por sua promoção. Você é a coisa mais linda do mundo, te amo muito e me orgulho muito de você!

Ontem mandamos um buquê de flores para o Gui, para comemorar essa alegria. Acho de extremo bom gosto mandar flores e fico muito feliz ao recebê-las. Sempre mandei flores para amigas, mãe, pai, namorado… enfim, acho fofo. Aliás, sempre achei que quem não gosta de flores são pessoas amargas e mal resolvidas, geralmente comedores de animais.

Nos últimos cinco dias fui a 3 teatros, vi duas peças e um show, baseado nas músicas também de uma peça de teatro. Quem acompanha o blog com mais afinco sabe o quão fã de teatro eu sou. Tudo bem que não é um tipo de arte muito popular, já que os ingressos, até para quem paga meia-entrada podem ser meio salgados, mas os atores precisam sobreviver. Embora seja da seguinte opinião, nos acostumamos a ganhar pouco. Triste constatação.

 

No feriado, meio chato porque foi bem no meio da semana e não nos possibilitou a viajar, fui ver Mamma Moa – O Show no teatro Bradesco, lá no Shopping Bourbon. Imagina a maior parte dos paulista sem ter que trabalhar, em casa a toa durante um dia inteirinho, o que aconteceu? Todo mundo foi para o shopping e o Bourbun estava insuportável mente lotado, lotado de nos deixar suando e ser desagradável para se locomover de tanto ter que desviar das pessoas. Lotado a ponto de ter que ficar 20 minutos na fila do Mac Donald’s para comprar um frozen yogurt e desagradável a ponto de não conseguir conversar com alguém em seu lado em tons normais. Aquele zun-zun-zun de grandes aglomerações.

 


Banda ABBA Magic.

O show que fui assistir era o Mamma Mia – O show, honestamente, não tirando o talento do pessoal, mas fiquei meio decepcionada, esperava ver algo mais autoral, no entanto foram duas bandas Abba Magic, da Inglaterra e a brasileira Rod Hanna fazendo cover de Abba. Foi divertido, dançamos e ficamos suadas novamente. cabe um


Aqui cabem parênteses para falar da estrutura do teatro Bradesco. As vezes que fui lá fiquei na platéia, uma região mais nobre do teatro e foi tudo maravilhoso. Dessa vez fiquei no balcão, uma espécie de mezanino com ingressos um pouco mais baratos. Como fiquei bem no centro do teatro, tive que pular alguns mal-educados, que não se mexeram para nos dar passagem, como estava de salto e tenho um pé enorme, número 39, quase cai, porque como ali é mais apertado e tem um vão entre a cadeira e o chão. Um horror.

Outro ponto ruim foi a saída. Não saímos junto com o povão do teatro, fomos primeiro jantar no America, que amo e tem muitas opções para vegetarianos. Mas na hora de sair no estacionamento, mesmo assim, me senti na avenida Rebouças em pleno horário de rush. Filas enormes e buzinas alucinadas, como se isso fosse ajudar sair mais rápido do local. Ignorância, só faz prolongar e intensificar o nosso sofrimento.

Sabe, dia desses pensei em mim. Tinha tantos planos para ter uma carreira exemplar, já fui estilista, jornalista de moda, modelista e personal stylist do meu mundo imaginário. Na realidade sempre preferi uma carreira com menos glamour e mais amor. Menos glamour porque nunca trabalhei com nada da minha área de formação e especialização, apenas em serviços voluntários e não remunerados, onde fui capaz de exercer um pouquinho de minha criatividade, o que não me deixa triste. Sempre preferi ficar perto das pessoas que mais amo que são meus pais, meu irmão, minha família em geral, uma meia dúzia de amigos e minhas duas gatas que são como minhas filhas. Quem me conhece sabe que me desespero quando acho que a Kessy tem uma febre ou que a Magali está gorda demais, ai o coração da minha gatinha.

Sim, não tem nada mais triste do que viver longe dos que amamos. É difícil, já tive essa experiência. Morei um ano em Florianópolis. Mesmo achando difícil a adaptação de uma pessoa da cidade grande morando numa cidade menor, mesmo sendo capital, Floripa é muito paradona… porém o que pegou foi a ausência dos meus amores. Morei na ilha seis meses com meu irmão e os outros seis meses praticamente sozinha. Embora eu e mamãe vivêssemos na ponte aérea, nunca foi suficiente, eu quero poder tomar um chá da tarde com minha mãe numa terça-feira nublada, por exemplo, como fiz na que passou… de fato, não seria feliz morando mais de 10 minutos, indo a pé, longe de meus pais. Já tentei. Sei que muitas jovens de 19 anos, que é a idade que tinha quando fui morar em Santa Catarina, sonham em morar sozinha, mas nunca foi o meu desejo, só fui porque entrei numa universidade estadual e estava em pânico, após um seqüestro que sofri. Ademais, prefiro correr mais risco, mas estar como as pessoas que mais amo nesse mundo. Afinal de contas, imagine a aflição de viver 100 anos sendo infeliz, sou muito mais 30 de felicidade.

Recentemente pensei na possibilidade em viver lá em Nova Iorque para estudar moda e inglês, durante um ano ou seis meses. Um ano ou seis meses? Na hora lembrei que seria um ano ou seis meses a menos com as pessoas que mais amo, meus pais, irmão e a dinda, essa última com certeza não iria viajar 10h para me visitar. Eu ia de fato enlouquecer em pouquíssimo tempo. O que adiantaria estar na cidade mais charmosa do mundo e infeliz?

Tudo bem! Tem gente que casa com italiano e vai viver lá do outro lado do mundo e é feliz. Mas eu não sou assim, não sei viver sem minha família, sempre fui da seguinte opinião que as pessoas fazem o local. Acho Osasco feio, fedido, pobre e sem nenhuma estrutura de entretenimento, ainda assim, aqui é o meu lugar.

Quem é leitor assíduo do blog, se é que essa joça tem visitantes sem ininterrupção, tirando é obvio a Ferd e a Bia, sabe que eu amo um teatrinho básico. Aliás, amo todas as formas de expressar a arte, claro que umas mais do que as outras e teatro, é sem dúvidas, um dos meus favoritos. Domingo dia 25 de abril fui ver O Despertar da Primavera que está em cartaz em São Paulo, no teatro Sérgio Cardoso, que fica no centrão, até o dia 2 de maio, por isso esse é o último final de semana.

Aquele tipo de velho babão vai amar a peça por cenas de nudez e insinuação de sexo, eu confesso que achei até um pouco exagerado, o mocinho que não me convenceu tanto assim em ser realmente mocinho, chupando o peito da protagonista. Ela sim é ótima, bonita, tem uma voz linda e um sotaque que me fez lembrar alguém de antigamente.

Também gosto do público que freqüenta teatro. Geralmente são pessoas descoladas, com áurea de saudável e de mente aberta. Tem muito homossexual, porque a maior parte dos homossexuais gostam de coisas de qualidade e acima de tudo, de ter um quê de cultura, o que acho legal nesse grupo de pessoas.

A montagem é mais uma da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que já fizeram de “7 – O Musical” e “Avenida Q”, que também vi em São Paulo. Escrita pelo alemão Frank Wedekind, no século 19, a peça trata dos questionamentos de um grupo de jovens e aborda temas como abuso sexual, suicídio e homossexualismo. Se não estiver numa boa fase da vida, em depressão, por exemplo, não vá porque a coisa é meio depressivo demais a partir da segunda fase, embora o conjunto da obra é muito interessante.

O elenco jovem é formado atualmente por atores entre 16 e 25 anos e hoje em dia parece ter um enredo inofensivo. Porém nem sempre foi assim, antes de estréia em 1981 na Alemanha, O Despertar da Primavera foi proibido, acusado de incitar os jovens ao suicídio e a prostituição. Além de suicido de um dos garotos, a peça conta com outros assuntos polêmicos como inseto, relações sexuais e opressão familiar.

No ano de 2006 o texto de Frank Wedekind, ganhou uma nova versão adaptada para o circuito Off-Broadway, ou seja fora da região da Broadway, e fez tanto sucesso que logo no mesmo ano estreiou na própria Broadway. E agora tem essa versão brasileira.

No mais, o espetáculo é interessante, bem montado e eu recomendo, mas é o último final de semana em São Paulo.

Horários:

  • Sexta-feira, 21h30
  • Sábado, 21h00
  • Domingo, 18h00

Como já era de se esperar, fui à estréia do filme Alice no País das Maravilhas do Tim Burton. Vi no cinema 3D, versão dublada, não sei por que dublaram o filme, já que a censura é 10 anos, onde acredito eu, a maior parte das crianças de 10 anos e que freqüentam cinema sabem ler. Anyway não sou uma cinéfila e não tenho a menor cerimônia em assistir filmes dublados ou legendados, assim como filmes em inglês e espanhol sem legendas, não ligo mesmo.

Achei o filme fofo, despretensioso, bonitinho, quase bobinho, como qualquer conto antigo para crianças onde se tenta ensinar alguma moral as crianças. Os efeitos do 3D não é nada tão alucinante, achei Avatar melhor, mas gosto do contexto louco e feminino da história de Alice de Lewis Carroll. Assim como achei os figurinos super adequados, e interessante as mudanças da indumentária de Alice, conforme ela crescia e diminuía.

Para quem ainda não sabe, o filme se passa anos após a história original, Alice tem 19 anos e está em uma festa da nobreza em Oxford, onde vive, até que descobre que está prestes a ser pedida em casamento. Desesperada, ela foge seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou quando tinha sete anos, mas não se lembrava mais. O elenco conta com Mia Wasikowska como Alice, Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha (adorei o cabeção dela, me senti homenageada) e Anne Hathaway como a Rainha Branca.

Em março o filme de Burton arrecadou US$ 116, 3 milhões nos EUA, vamos ver como será aqui no Brasil. Quem ainda não foi ao cinema ver, super aconselho. Alice no Pais das Maravilhas junto com O Mágico de Oz são os minhas histórias infantis favoritas.

Cada dia que passa eu fico mais feliz com a delicadeza das pessoas, justo eu que sempre amei cartinhas, cartões, bilhetes coloridos e todas as feminices de atenção e carinho, começo a receber mimos também. No finalzinho da semana passada recebi este cartão super lindo do Christiano e da Renata, que foram passar uns dias no Rio de Janeiro. Além de achar o cartão super-fofo, lindo, o gesto, a atenção, o amor e a lembrança me emocionam. Casal, amo muito vocês, de coração mesmo.

Eu só fui ao Rio de Janeiro uma vez, num ratha  yatra, que é como uma procissão dos Hare Krishna. Dei uma olhada meio que de sopetão a cidade, assim como, só fui a praia de sári, mesmo assim, achei a cidade linda. Preciso voltar com mais tempo…

Para quem não se recorda, semana passada recebi um postal da Anandini, veja aqui. Os amigos viajadoiros não se esqueçam de mandar um postal quando viajar ou da sua própria cidade, né Clé?